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Impressora 3D transformando a construção civil

17 de dezembro de 2020 | Construção civil | Nenhum comentário

impressora 3D na construção civil

Pensar em utilizar impressora 3D na construção pode parecer um pouco distante, do ponto de vista de técnicas empregadas atualmente no setor. Mas saiba que o uso de tecnologias na construção civil está avançando cada vez mais e, dessa forma, inovações como esta vão se tornando cada vez mais numerosas.

Inclusive, já existem casas e até prédios construídos com impressora 3D! Um exemplo é um apartamento de cinco andares, na China, e um prédio com m² e 9,5 metros de altura em Dubai.

No caso do prédio em Dubai, a impressão das paredes foi feita por um conjunto de duas folhas, com um padrão de ziguezague entre elas. Posteriormente, os espaços foram preenchidos com vergalhões e concreto comum. Depois foram feitas as instalações elétricas e hidráulicas, o telhado e corte de espaço para janelas e portas.

Na China, a estrutura foi impressa em um equipamento de grandes dimensões (6,6 metros de altura, 10 metros de largura e 40 metros de comprimento), que fez o contorno do edifício e das peças para a sua montagem.

Segundo a empresa Winsun, responsável pelo prédio feito na China, o processo de impressão 3D diminui de 50 a 70% o tempo de construção e reduz de 50 a 80% o tempo de trabalho. Além disso, há uma economia de 30 a 60% de materiais.

Esses dois exemplos são os primeiros de muitos! A prova disso é que a Prefeitura de Dubai espera que, até 2030, 25% de todas as construções da cidade sejam erguidas via impressão 3D.

Pela Internet, é possível encontrar outros projetos e casas inteiras feitas com essa tecnologia, o que demonstra que a impressão 3D é uma tendência que deve crescer muito nos próximos anos.

Mas, afinal como funciona a impressora 3D?

Basicamente, as impressoras criam objetos físicos a partir de um modelo digital e tridimensional. Esse modelo é enviado ao software da impressora, que fatiará o desenho do projeto em várias camadas de impressão feitas uma a uma até que se formem por completo. Além do objeto em si, é possível definir as dimensões e detalhes de texturas.

Geralmente essas impressoras trabalham com um injetor de matéria quente (filamento plástico) ou por meio de emissão de luzes em um material moldável. Sendo assim, as principais formas de imprimir o objeto físico são por meio de fusão a laser, fundição a vácuo e moldagem por injeção.

E quais são as vantagens e desvantagens da impressora 3D na construção civil?

Dentre as vantagens que essa tecnologia pode trazer futuramente para o segmento, destacamos:

– É mais rápido: por ser um processo automatizado, é possível prever o tempo em que tudo ficará pronto. Além disso, o processo de impressão é um processo, no geral, bem rápido. Já há empresas que imprimem casas em horas;

– Permite designs únicos: a impressão em 3D permite uma maior liberdade de criação, podendo criar casas em modelos e formatos fora do convencional;

– É sustentável: a impressão da estrutura por si só já é um método sustentável, por diminuir a quantidade de resíduos desperdiçados ao ter a casa pré-moldada, necessitando receber apenas alguns ajustes finais.  Além disso, a impressora pode utilizar materiais reciclados ao imprimir a casa;

– Poderá gerar mais economia: isso porque conta com um processo automatizado, que diminui a necessidade de outros tipos de equipamentos e também de intervenções humanas;

E as desvantagens?

– Preço: dissemos que entre as vantagens que a tecnologia trará é preço, mas essa é uma previsão futura. Hoje, ainda, é algo muito caro e inviável, por ser algo em desenvolvimento;

– Demanda conhecimento: como ainda é algo novo, são poucos os profissionais da área que estão preparados para trabalhar com essas tecnologias. Conforme a tecnologia avançar, será necessário mais profissionais capacitados;

– Não possui regulamentação específica: é preciso que tenham regulamentações específicas para o uso dessa tecnologia, para garantir mais segurança e qualidade em suas aplicações. Hoje, ainda não há.

Uso da impressora 3D é cada vez mais promissor

No Brasil, o uso da impressora 3D para construção ainda está começando, mas é promissor. Apesar de termos falados de grandes aplicações, como a construção de uma casa inteira, a impressora aparece em outras aplicações, menores, mas que tangem o mercado da construção civil – como é o caso de prototipagem de maquetes arquitetônicas e estruturais.

Como um dos principais intuitos dessa tecnologia é agilizar a execução e montagem de peças e produtos, já podemos imaginar que sua aplicação tende a ser muito útil para esse setor, que deve encontrar novas utilidades para a impressão 3D nos próximos anos.

Atualmente, as impressoras podem imprimir as estruturas das construções, precisando de outros componentes e elementos para o conjunto da obra – como exemplificamos mais acima na construção do prédio em Dubai.

O avanço da tecnologia de impressão 3D demonstra que o setor cada vez mais necessita de inovações tecnológicas, rapidez e facilidades.  Desta forma, as impressoras 3D são uma grande aposta para o futuro da construção civil e muito terão a contribuir com projetos e processos construtivos.

Não há como negar: a impressão 3D, quando realmente passar a fazer parte dos processos industriais, transformará a indústria no geral. A tendência para o futuro é de montagens mais ágeis, o que consequentemente reduzirá o tempo de trabalho dos processos que foram automatizados pela impressora, bem como os investimentos financeiros. Além disso, a impressão em 3D tem menores índices de falha e desperdício.

E você, acredita que esse será o futuro da construção civil?

Tudo sobre as técnicas de construção a seco

9 de dezembro de 2020 | Construção civil | Nenhum comentário

Construção a Seco

Construir de forma mais ágil e com economia de materiais: essa é a construção a seco, sistema construtivo que não necessita de água, areia e nem cimento para levantar a estrutura da obra.

Em crescimento no Brasil, o sistema de construção a seco é conhecido por ser uma técnica de construção mais rápida, com durabilidade e conforto com qualidades parecidas ou superiores às construções de alvenaria, suportando tranquilamente choques com móveis, vibrações e outros problemas que podem vir a ocorrer dentro da moradia durante seu uso.

Uma das principais diferenças desse tipo de construção em relação à alvenaria tradicional é a construção mais rápida, com menos materiais e consequentemente entulhos – o que faz desse sistema um método de construção sustentável. Essas construções também contam com proteção contra umidade.

Para saber mais sobre as técnicas de construção a seco e os benefícios da sua aplicação, continue lendo o artigo!

Quais são as técnicas de construção a seco?

Como dito acima, é uma construção que dispensa argamassa e cimento na composição estrutural da obra. Dessa forma, o que confere a sustentação da casa são vigas e pilares.

Para construir a seco, podem ser utilizados materiais como madeira, gesso, placas de concreto, aço galvinizado, dentre outros. Confira os mais utilizados:

Wood frame

Esse tipo de construção a seco utiliza perfis de madeira e placas estruturais. A madeira é de reflorestamento, o que confere maior sustentabilidade para as obras.

Essa técnica construtiva faz parte do Sistema CES (Construção Energitérmica Sustentável), que também conta com o Steel Frame.

Nas construções de wood frame, tanto a estrutura quando as placas que revestem a moradia são de madeira. Depois, é possível revestir as paredes com o acabamento desejado.

Essa é uma técnica aplicada com muita frequência nos Estados Unidos, Canadá e na Europa.

Drywall

O drywall um dos sistemas a seco mais conhecidos e é composto por duas chapas de gesso natural revistas com papel-cartão. A sustentação das paredes é feita com aço galvanizado.

Também é possível revestir o drywall, para conferir o acabamento desejado.

Antes do revestimento ou pintura, as placas recebem duas camadas finas de pasta, com uma fita de papel entre elas, uniformizando as junções e deixando as paredes lisas. No seu interior, é possível adicionar lã mineral entre as chapas, deixando os ambientes isolados acusticamente.

Existem três tipos de drywall: as brancas, mais utilizadas em ambientes secos; as verdes, que recebem adição de silicone e são resistentes à umidade, ótimas para ambientes como banheiros e cozinhas; e as rosas, que contam com fibra de vibro e são resistentes ao fogo, podendo ser utilizadas perto de fogões e lareiras.

Sistema de EPS

O Poliestireno Expandido (EPS) é um plástico celular rígido resultante da polimerização do estireno em água. Esse sistema contém, ao ser expandido, 98% de ar e apenas 2% de poliestireno.

Esse sistema consiste na utilização de telas de aço galvanizado unidas por treliças e recheadas de EPS. Apesar de ser considerado um método de construção seca, a estrutura é jateada com argamassa.

Assim, são formados blocos menos densos, com maior ar em seu interior e, consequentemente, maior isolamento acústico e térmico.

Os resíduos desse material são 100% recicláveis.

Steel frame

Essa é a técnica de construção a seco mais utilizada no Brasil. É um sistema construtivo industrializado, formado por estruturas de perfis de aço galvinizado, fechadas com placas que podem ser de cimento, madeira, drywall, dentre outras.

A estrutura é basicamente formada por fechamento externo, isolantes termoacústicos e fechamento interno. 

Esse sistema é muito preciso, especialmente no que diz respeito aos cálculos quantitativos, gerando quase nada de resíduos. Essa precisão permite a fabricação das estruturas com as dimensões já definidas no projeto.

Parede dupla de concreto

Essas paredes são também pré-fabricadas, formadas por módulos entregues prontos para o momento da obra. No processo de fabricação já são feitos também os espaços abertos para portas e janelas, por meio de cortes com laser.

O muro é composto de uma camada interna de concreto armado e uma segunda camada externa que ficam interligadas por uma armadura de vigas treliçadas.

Essas duas placas de concreto, que geralmente tem espessura de 50 a 60mm cada acamada, são juntadas na hora da obra, deixando um espaço para a passagem de instalações elétricas e hidráulicas. Esse espaço também é preenchido para isolamento térmico e acústico.

São utilizados guindastes para mover os módulos, colocando as placas para o local definido no projeto.

As duas faces externas são lisas e por isso é possível revestir ou pintar ambos os lados do muro, sem ser necessário reboco. No entanto, as juntas entre os muros individuais devem receber acabamento.

Afinal, quais são os benefícios da construção a seco?

Não te fará ter gastos fora do orçamento

Esse tipo de construção, por ser mais inteligente, te permite gastar aquilo que foi previsto no orçamento inicial, sem muitas surpresas e gastos a mais – como costuma ocorrer quando não há essa previsibilidade.

É mais rápido e barato!

Como leva menos tempo para realizar uma construção a seco, consequentemente se gasta menos com mão de obra e equipamentos. Além disso, há uma redução no custo de logística.

No geral, uma construção a seco pode ser até 70% mais rápida, já que não passa por muitas das etapas da construção convencional.

A construção a seco também gera economia nos materiais, com índice de desperdício de materiais bem abaixo daquele em construção de alvenaria tradiciomal.

Ao longo prazo, há uma redução de custos de manutenção, muito por conta da durabilidade dos materiais empregados.

Sustentabilidade

Por possuir um consumo reduzido de água, areia e cimento, a construção a seco é mais sustentável que uma obra convencional. Além disso, essas técnicas geram menos entulhos e resíduos durante a obra, emitindo menos CO2 em comparação a uma obra de alvenaria.

Durabilidade e segurança

Por ser um sistema inteligente, feito com produtos de alta tecnologia, os imóveis feitos com essas técnicas oferecem alta resistência e durabilidade.

Os materiais devem sempre passar por um rigoroso processo de adequação às normais de fiscalização, a fim de entregar uma obra com a máxima segurança. Quando seguem todos os requisitos, essas construções oferecem muita segurança aos moradores.

E, como já dito em outro tópico mais acima, maior durabilidade e menos manutenções também.

Versatilidade

Esse tipo de construção permite qualquer tipo de acabamento exterior e interior. Pode, também, ser utilizado para casas, comércios, áreas internas e externas.

Permite reformas com mais facilidade

Diferente da alvenaria, que exige maior trabalho em reformas, a estrutura feita com construção a seco possibilita substituição ou retirada dos elementos em eventuais reformas de maneira muito mais simples, sem todo aquele quebra-quebra da construção tradicional.

É ótimo para pessoas com alergias

Por fim, o sistema de construção a seco tem ainda a vantagem de evitar a proliferação de fungos, bolor e mofo, diferente das construções tradicionais.

Otimize sua obra com o Lean Construction

12 de novembro de 2020 | Construção civil | Nenhum comentário

Lean Construction

Hoje em dia, cada vez mais o setor de construção civil se atenta aos conceitos de sustentabilidade. Ser sustentável em uma obra é, sem dúvidas, evitar o máximo de desperdícios de materiais e buscar otimizar os processos de construção. Esse conceito, tão importante, tem total relação com o Lean Construction, método que visa gerar mais eficiência e otimização nos canteiros de obras. 

Neste artigo, vamos falar um pouco sobre essa técnica, o porquê de adotá-la na sua empresa, bem como os 5 maiores princípios que integram o Lean Construction na construção civil. 

Mas, afinal, o que é Lean Construction

Em português, Lean Construction pode ser traduzido como “construção enxuta”. Esse método, nada mais é, do que a aplicação de uma mentalidade mais enxuta ao setor da construção civil, visando alcançar resultados expressivos com a diminuição de desperdícios, prazos e custos e com o aumento da produtividade. 

Para entender esse método, voltemos ao século 20, após a 2º Guerra Mundial, quando foi criado o “Sistema Toyota de Produção”, em uma época em que a produção japonesa enfrentou fragilidade e falta de recursos, precisando dispor de uso consciente da matériaprima e eliminação de desperdícios. 

O Toytotismo, como também é chamado, visa evitar desperdícios sem criar estoque, tempo de espera, superprodução, gargalos de transporte, inventário desnecessários, dentre outros conceitos que, nos anos 90, serviram de inspiração para o chamado Lean Manufacturing (Manufatura Enxuta).

Esse conceito, mais atual, surgiu no livro “A máquina que mudou o mundo”, de James P. Womack, Daniel Roos e Daniel T. Jones. Desde então, foi inevitável a sua expansão para os outros setores, chegando ao hoje conhecido Lean Construction, conceito de produção enxuta para o setor da construção civil. 

A abordagem da técnica engloba desde a gestão da produção até a finalização do projeto, partindo de cinco princípios fundamentais para a aplicação e manutenção do método – que falaremos mais abaixo. 

De qualquer forma, adotar o Lean Construction possibilita maior disciplina e organização das atividades. O método ainda diminui os custos, já que elimina etapas desnecessárias e repetitivas e tem como um de seus intuitos acabar com desperdícios. 

Construção enxuta x construção tradicional

E qual é, então, a diferença entre a construção enxuta e a construção tradicional? Basicamente, a principal distinção é que, no Lean Construction, as atividades que não agregam valor são separadas das que agregam, visando manter somente o que é importante para o andamento do projeto, eliminando tudo aquilo que é desnecessário. 

Sendo assim, o método visa eliminar tudo que consome recursos, mas não é necessário de fato ao cliente – os chamados desperdícios, conceito desenvolvido por Taiichi Ohno. De acordo com ele, são “7 desperdícios” principais:

  • Produção em excesso; 
  • Espera; 
  • Processamento desnecessário; 
  • Estoque; 
  • Transporte; 
  • Movimentação;  – Correção, retrabalho.

Quais são os 5 princípios Lean Construction?

Como já falamos mais acima, o Lean Construction parte de cinco princípios fundamentais, que funcionam como guias para a aplicação do método. Confira nos próximos tópicos quais são e como aplica-los no dia-a-dia da sua empresa!

Evitar desperdícios

Já falamos bastante neste texto que um dos maiores intuitos do método é eliminar desperdício. Certamente, este é o passo mais importância da técnica – tirar tudo aquilo que é excedente. 

Para isso, é preciso repensar cada um dos processos da empresa e da obra, levando em consideração os 7 maiores desperdícios que citamos mais acima. Reduzindo atividades como transporte, espera, processamento e inspeção, fica mais fácil ter uma eficiência dos processos e tornar a obra mais enxuta. 

Eliminar o que não agrega valor também tem, como consequência, a diminuição de custos. 

Otimizar o tempo 

Para seguir esse princípio, é válido pensar no sistema Just In Time, que determina que tudo deve ser produzido, transportado ou comprado na hora exata, para evitar estoques e gastos desnecessários. 

Por meio desse conceito, é preciso que ocorra uma integração entre todas os setores da obra, para que tudo seja realizado no cronograma correto. 

O intuito é que o tempo de ciclo de cada atividade seja otimizado e, consequentemente, reduzido. A produtividade anda lado a lado com a busca por menos desperdícios. 

É preciso, então, otimizar o tempo de atividades de transporte, espera, processamento e inspeção para a produção de um determinado produto. Reduzindo o tempo, é possível entregar a obra mais rapidamente ao cliente, estimar o tempo de entrega de obras futuras, dentre outros benefícios de uma produção mais estável.

Aumentar a transparência dos processos 

Outro princípio de uma construção mais enxuta é a transparência de gestão dentro e fora do canteiro de obras. 

A transparência dos processos inclui uma comunicação assertiva e clara, visando ruídos de comunicação e, consequentemente, a diminuição de falhas. Os processos devem ser claros para todos da equipe, melhorando o tempo de entrega e evitando retrabalhos. 

A busca pela transparência deve envolver, até mesmo, o ambiente físico da obra, com a remoção de obstáculos visuais como divisórias e tapumes, por exemplo, e a utilização de cartazes e sinalizações com informações relevantes – mas tudo com cuidado para não gerar poluição visual. 

Padronizar processos 

Sim, cada projeto tem suas particularidades. No entanto, há formatos de trabalhos e processos que podem ser padronizados, evitando desperdícios. Um dos exemplos que podem ser padronizados são equipes de trabalho, fornecedores e maquinários. 

Tudo isso permite um padrão financeiro e executivo em suas obras, garantindo a qualidade do produto final. 

Agregar valor ao seu serviço pensando no cliente

Por fim e não menos importante, o último princípio fala sobre a necessidade de, em um processo de construção enxuta, agregar valor ao seu serviço ao pensar nas necessidades exclusivas de cada cliente, conseguindo atender às suas expectativas. 

Desta forma, é preciso estabelecer quais as necessidades de cada cliente, por meio de dados disponibilizados aos profissionais responsáveis. 

E, para ter uma perspectiva maior de quem é o público-alvo da sua empresa e o que eles mais desejam, em um geral, é possível fazer pesquisas de mercado com possíveis clientes, bem como pesquisas de satisfação com clientes cujos projetos já foram entregues.

Além disso, para agregar valor ao seu serviço, é primordial entender desde os dados demográficos até os dados culturais e sociais do seu público-alvo. Gostou do nosso artigo? Em nosso blog você confere esse e outros textos sobre o mercado da construção civil.

Buscar soluções inteligentes e aplicáveis é algo que o setor da construção civil tem feito com êxito nos últimos anos. Com isso, aprimorar o uso dos nossos recursos naturais, de uma forma que isso cause menos impacto ao meio ambiente, virou um assunto importante para engenheiros, arquitetos e para os demais profissionais do meio.

Para isso, as tendências arquitetônicas tem se preocupado não só com as ações que levam em conta a sustentabilidade e que diminuem a poluição, mas também tem buscado melhoria nos processos para que isso gere economia para o empreendimento.

Em vista disso, uma boa forma de se aplicar o que citamos acima é através do bioclimatismo, pois é uma solução fácil e barata. E para te ajudar a começar, neste post vamos abordar características que baseiam a arquitetura bioclimática e alguns pontos positivos para você aplicá-la nos seus empreendimentos. Continue a leitura e aprenda como ela pode agregar valor a suas construções!

A arquitetura bioclimática

Esse tipo de arquitetura visa o controle do clima no ambiente, ou seja, através de técnicas de projeções, o profissional responsável pelo projeto pensará em diferentes formas de construir, sem que o empreendimento perca e nem ganhe calor desnecessário.

Assim, pode-se afirmar que a arquitetura bioclimática está diretamente ligada já na concepção do projeto, em que este seguirá alguns princípios  básicos para manter este estilo, como a busca de uma eficiência energética, ambiente saudável e harmonioso para todos que irão desfrutar daquele local e, claro, considerando ciclo de vida do empreendimento.

Os benefícios do bioclimatismo

O bioclimatismo, além de gerar uma economia durante toda a vida útil da construção, ele traz vários outros benefícios, como:

  • Baixa necessidade de iluminação artificial

Como a arquitetura bioclimática visa utilizar ao máximo a luz natural para a valorização do imóvel, isso diminui a necessidade da iluminação artificial e, consequentemente, as temperaturas (já que a luz artificial se converte em calor) e também reduz a conta de energia.

  • Isolamento térmico

Esse estilo também possibilita um maior isolamento térmico, pois é utilizado materiais isolantes que conservam a temperatura por mais tempo no ambiente.

Um bom exemplo disso é o telhado verde, que protege a edificação das altas temperaturas nas estações mais quentes, mas que também ajuda a manter a temperatura nos dias mais frios.

  • Aquecimento natural

Além dos benefícios citados acima, o projeto bioclimático pensa estrategicamente na possibilidade de implementar um sistema de aquecimento de água. Através dele, é possível ter água quente nos chuveiros e torneiras de forma gratuita e, o melhor de tudo, sem causar danos ao planeta.

  • Resfriamento dos ambientes de forma natural

Outro detalhe do estilo arquitetônico é o uso da ventilação cruzada. Assim, o projeto é feito estrategicamente para que os vãos (de portas e janelas) estejam localizados em paredes opostas ou adjacentes e no sentido dos ventos. Isso, além de possibilitar a saída e entrada do ar, renova o ar e permite uma higienização ao ambiente, tornando-o ainda mais agradável.

Um empreendimento planejado e construído sob a ótica do bioclimatismo atrai mais olhares para negociações, já que apresenta uma solução energética limpa e que ainda gera economia para o interessado. Já deixamos claro em muitos materiais do nosso blog o quanto à procura de construções mais sustentáveis aumentou e como isso valoriza a precificação do imóvel.

Sendo assim, pensar em processos mais ecologicamente corretos para a construção civil significa, além de preocupação com o meio ambiente, leva também a empreendimentos mais lucrativos e, no caso das construtoras, até uma valorização da marca.

O que achou do assunto? Continue aprendendo, acompanhe sempre o nosso blog e baixe os nossos materiais gratuitos.

O setor da construção civil está sempre buscando avanços que tragam melhorias e possibilitem a modernização do setor. E com a legislação não seria diferente: publicada em fevereiro de 2020, o novo texto da Norma Regulamentadora 18 traz alterações com o objetivo melhores condições de segurança dos trabalhadores.

As mudanças foram anunciadas pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia e entram em vigor um ano após a data de sua publicação. Até lá, é importante estar atento as mudanças para se adequar.

Quer ficar por dentro das atualizações dessa norma essencial e garantir a segurança do seu canteiro de obrar? Confira agora as mudanças propostas pela NR 18.

Novas condições para espaços de Vivência

O novo texto da NR-18 traz mudanças em relação à área de vivência das obras. Como bem sabemos, a área de vivência em um canteiro de obra é uma medida essencial para proporcionar bem-estar aos trabalhadores, e deve oferecer espaços adequados para refeições, higiene pessoal, descanso e lazer. A nova proposta da NR-18 agora determina a quantidade de vasos sanitários, chuveiros e bebedouros, além disso:

  • Normatiza o uso de banheiro químico em frentes de trabalho
  • Define carga horária mínima de treinamento teórico e prático para o exercício de cada atividade.

Além disso, a norma traz outra mudança importante para o bem estar dos trabalhadores, proibindo a utilização de containers marítimos para fins de alojamento, vestiário, escritório de obra, etc.

Gestão de segurança  

A nova norma regulamentadora 18 fortalece os requisitos para a gestão de segurança. Além de vincular a necessidade de identificação de perigos e avaliação de riscos, o texto confere mais responsabilidades aos especialistas que atuam nas áreas de segurança e saúde do trabalho nos canteiros, definindo quais são as responsabilidades e obrigações dos engenheiros e dos técnicos.

Outra importante mudança pautada pela lei no que se refere a gestão de segurança do canteiro, foi em relação ao Programa de gerenciamento de riscos (PGR). A proposta é fazer com que cada canteiro de obra elabore e implemente seu próprio PGR, substituindo o PCMAT e o PPRA, dessa forma a obrigação passa a ser da construtora responsável.

Modernização das técnicas e medidas de proteção

A Norma Regulamentadora 18 ainda traz um avanço importantíssimo para a indústria da construção civil, passando a valorizar a adoção de técnicas de trabalho mais modernas e a adoção de equipamentos, tecnologias e outros dispositivos que propiciem avanço tecnológicos em segurança, higiene e saúde dos trabalhadores nas atividades construtivas.

Ficou com dúvidas em relação ao novo texto da NR 18? A proposta do novo texto é modernizar e simplificar a norma, tornando-a mais eficiente, mas sem causar prejuízos para a saúde e segurança do trabalhador no ambiente da indústria da construção. Continue acompanhando nosso blog e fique por dentro das últimas notícias e atualizações sobre a legislação na construção civil!

Um dos segmentos que mais registram acidentes de trabalho no Brasil, a construção civil, é o setor que mais incapacita permanentemente trabalhadores no Brasil e o segundo maior em número de mortes.

Já abordamos aqui no blog as principais ações preventivas em quedas de diferença de nível, uma das principais causas de mortes no canteiro de obras. Mas, além das causas mais conhecidas, você sabe quais são as maiores causas de acidente na construção civil e como preveni-las? Hoje falaremos sobre os tipos mais comuns de acidentes em canteiros de obras.

Os 5 acidentes mais comuns na construção civil

1) Queda de objetos

A queda de objetos é um acidente muito comum no canteiro de obras. Esse tipo de acidente, além de criar um ambiente potencialmente perigoso para os trabalhadores, aumenta as chances de danos a equipamentos.

Para evitar esse tipo de acidente existem considerações básicas que envolvem desde o treinamento e orientação dos colaboradores, até o isolamento e/ou sinalização dos locais com potencial de riscos de acidentes.

Além disso, para evitar que objetos atinjam trabalhadores ou, caso atinjam, garantir danos maiores, é essencial o uso de EPIs e EPCs e redes de proteção. Leia mais em: Considerações básicas no isolamento de área sujeita a queda de materiais.

2) Lesão por Esforço Repetitivo (LER)

Caracterizada pela repetição excessiva de um mesmo movimento, a LER compromete principalmente os músculos, nervos e tendões, causando dores e inflamação e podendo, inclusive, incapacitar o trabalhador.

A LER pode ser evitada a partir da adoção de práticas de saúde ocupacional, como pausas regulares e alongamentos, entre outros.

3) Exposição intensa e contínua a ruídos

Um risco grave a saúde do trabalhador está relacionada a exposição intensa e contínua a ruídos no canteiro de obras. Esses ruídos podem causar Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR).

Para evitar que isso ocorra, a empresa deve colocar em prática os Programas de Conservação Auditiva (PCA) e disponibilizar aos trabalhadores EPIs, como o protetor auricular, abafadores e silenciadores.

4) Choques elétricos

Em uma obra, apenas os eletricistas estão habilitados a fazer ligações elétricas, extensões e proteger as instalações elétricas, no entanto, os demais trabalhadores ainda estão expostos ao risco durante a execução desses trabalhos. Por isso, além da sinalização do local e da fiscalização constante, todos os trabalhadores, estejam ou não envolvidos com a parte elétrica, devem sempre fazer uso dos EPIs necessários.

5) Cortes e Lacerações

Utilização incorreta de equipamentos e, ainda mais grave, restos de materiais ou ferragens expostas, podem provocar acidentes graves envolvendo cortes e lacerações.

Esse tipo de acidente também ocorre devido à incapacitação profissional, ou seja, se um funcionário não passa pelo treinamento adequado antes de operar uma máquina, ele está correndo sérios riscos de lesões ou, na melhor das hipóteses, existem chances dá má utilização do equipamento levar a danos e avarias nos equipamentos e maquinários.

Para evitar esse tipo de acidente, além do fornecimento de EPI, o treinamento é essencial.

Além das medidas de segurança, como a adoção de EPI’s e EPC’s de qualidade, simples medidas de prevenção, como a conscientização dos colaboradores, pode evitar acidentes graves no canteiro de obras, assim como manter uma boa comunicação com sua equipe pode ajudar a mapear os riscos existentes e neutraliza-los.

Garantir a segurança do seu funcionário é uma medida importantíssima para assegurar a produtividade e qualidade da sua obra, mas também para o cumprimento das leis trabalhistas. Gostou desse conteúdo? Continue nos acompanhando e saiba ainda mais sobre segurança na construção civil!