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A metodologia Scrum vem sendo muito utilizada em empresas que buscam mais agilidade em seus processos, sem que isso prejudique a qualidade do trabalho a ser entregue. Adotar este tipo de metodologia [Link do blog: Os impactos positivos do BIM na construção] é cada vez mais importante no cenário de pequenas, médias e grandes empresas e, principalmente, para conseguir se manter no mundo dos negócios.

Mas, afinal, você conhece o Scrum e sabe como ele pode ser aplicado no setor da construção civil? Continue a leitura e aprenda como otimizar os procedimentos dentro do seu canteiro de obras e a entrega de seus empreendimentos.

Entendendo o Scrum

O Scrum é usado para o planejamento e gerenciamento de projetos de forma ágil, mas sem que a qualidade e a eficiência do trabalho sejam afetadas. Inicialmente, a metodologia era usada apenas em empresas do ramo da tecnologia, porém, passando por várias adaptações e transformações, atualmente, é possível utilizá-las em organizações de qualquer segmento.

A diferença entre o Scrum e as metodologias tradicionais de planejamento é que, em vez de trabalhar em projetos grandes e focado na entrega final, com o Scrum, é criado pequenos projetos, chamados de “sprints”, com tarefas e prazos (geralmente entre 2 e 4 semanas), sendo entregues em cada fase para aprovação e análise se tudo está se desenvolvendo bem, até que seja finalizado o projeto como todo, o chamado  Product Backlog.

A equipe

A equipe usada para desenvolver o Scrum é bem específica e cada um possui sua função:

  • Dono do Produto: é quem fiscaliza a entrega das tarefas, pois possui um conhecimento maior sobre o produto.
  • Scrum Master: é a pessoa que fica responsável por aplicar a metodologia de maneira eficiente, sendo assim, ele é o profissional que garante que todas as regras e etapas sejam cumpridas corretamente.
  • Equipe Scrum: é toda a equipe que vai executar as tarefas de cada sprint.

Como a metodologia é aplicada

Com a equipe completa, o Scrum trabalha da seguinte maneira:

1. Reunião de planejamento: toda a equipe participa. O Dono do produto analisa o projeto (Product Backlog), planejando as tarefas que serão feitas na primeira Sprint.

2. Distribuição de Tarefas: os membros da equipe recebem suas tarefas e executam sob a orientação do Scrum Master e do Dono do Produto.

3. Reuniões Diárias: todos os dias, os membros da equipe se reúnem rapidamente para repassar o que foi executado no dia anterior e o que será feito para dar continuidade no trabalho. Além disso, estas reuniões são utilizadas para que os membros da equipe possam reportar algum problema que esteja impedindo de realizar o trabalho, para que o Scrum Master consiga orientá-los para resolver o impasse.

4. Revisão: no fim de cada sprint, todos os profissionais da equipe apresentam as melhorias que foram feitas no produto para avaliar se realmente aconteceu um progresso.

5. Retrospectiva: é uma reunião final, para analisar se tudo ocorreu bem e o que pode ser melhorado na próxima sprint.

Implantando o Scrum no canteiro de obras

O Scrum no canteiro de obras não fica muito diferente do que citamos acima.  Entre a equipe, o Dono do Produto é o engenheiro, pois ele é quem mais possui conhecimento sobre o empreendimento. Já a função do Scrum Master pode ser atribuída a qualquer colaborador habilitado e devidamente treinado – geralmente, no setor da construção civil, quem fica com a função é o gestor de obra.

Logo, a equipe Scrum dentro da construção pode variar em cada fase do projeto, já que o objetivo das sprints também irá mudar e dependerá de diferentes profissionais em cada etapa. Com a equipe formada, os processos acontecerão da mesma maneira dos projetos tradicionais, mudando apenas o objetivo de acordo com o tipo de empreendimento e etapas da construção. Utilizar o Scrum no canteiro de obras é uma forma de evitar ruídos na comunicação, gastos e desperdícios desnecessários por falhas operacionais. Buscar sempre novos meios de melhorar o trabalho a ser entregue é uma das principais maneiras de continuar firme no mercado. Garanta eficiência em seu canteiro de obras estando sempre informado com o nosso blog!

Para a eficácia e eficiência na execução e manutenção de obras são exigidos manuais de uso e operação do empreendimento, documentos para os quais se considera as normas ABNT NBR 5674 e ABNT 14037 a norma ABNT NBR 15575 e, também, a recém publicada ABNT NBR 16280, juntas elas estabelecem critérios imprescindíveis para boas práticas do mercado, especificam diretrizes, estabelecem níveis de desempenho, sugerem prazos de garantir e destacam a importância do correto uso e conservação dos imóveis.

Esses manuais estabelecem obrigatoriedade do planejamento anual da manutenção das edificações e dos processos de controle e são indispensáveis. A documentação deve conter os seguintes pontos:

  • Garantias;
  • Cuidados em relação à realização de atividades de manutenção e conservação, como reformas;
  • Condições de utilização da edificação;
  • Ações para prevenção de falhas ou acidentes decorrentes de uso inadequado da edificação;
  • Ações que contribuam para que a edificação atinja a vida útil de projeto.

Vamos conhecer as normas que estabelecem esses critérios:

ABNT NBR 5674: estabelece os requisitos do sistema de gestão de manutenção de edificações, incluindo meios para preservar as características originais da edificação, prevenindo perdas de desempenho devido à degradação dos sistemas, elementos ou componentes da construção.

ABNT 14037: estabelece os requisitos mínimos que devem ser incluídos nos manuais e entregues pelo construtor e/ou incorporador, devendo obrigatoriamente:

  1. Informar aos proprietários e ao condomínio a respeito de aspectos técnicos da edificação;
  2. Detalhar procedimentos recomendáveis e obrigatórios para a conservação, uso e manutenção, bem como para a utilização de equipamentos;
  3. Informar e orientar os proprietários e o condomínio com relação às suas obrigações no que diz respeito aos procedimentos de manutenção e conservação, e de condições de utilização da edificação;
  4. Recomendar ações de prevenção de falhas ou acidentes decorrentes de uso inadequado da edificação;
  5. Recomendar ações para favorecer que a edificação atinja a vida útil de projeto.

ABNT NBR 15575 Análise dos critérios da NBR 15.575: estabelece critérios de qualidade habitacional, que envolvem desde a segurança, até a vida útil e conforto da construção.

ABNT NBR 16280: estabelece os requisitos a serem adotados na execução de reformas. Determina também obras realizadas dentro de condomínios exijam aval do síndico e, em alguns casos, de engenheiros ou arquitetos, a partir da entrega de uma série de documentos antes de iniciar uma reforma.

O desenvolvimento de manuais de uso e operação do empreendimento, se feito de forma adequada, como preestabelecido por essas normas, traz benefícios como:

  • Fortalecimento do relacionamento proprietário/condomínio;
  • Melhoria da imagem do setor da construção civil;
  • Melhoria nos processos internos relacionados à entrega da obra;
  • Assistência técnica e a capacitação dos profissionais envolvidos;

Tanto essas normas, quanto a legislação vigente que regulamenta o setor da construção civil, devem ser seguidas à risca na hora da elaboração dos manuais, por isso, cumpra todas elas e garanta a segurança no seu canteiro de obras. Continue acompanhando nosso blog e mantenha-se atualizado!

O ciclo de vida de um empreendimento

16 de abril de 2019 | Empreendimento | Nenhum comentário

O ciclo de vida de um empreendimento nada mais é que todas as fases de gestão que o projeto passa. Dentro da construção civil, este ciclo é importante para todos os profissionais envolvidos, pois é através das etapas que são planejados as metas e os objetivos a serem alcançados. Além disso, é a partir dele que é avaliada a necessidade de alterações ou de implantar medidas e equipamentos de segurança.

Para explicar melhor, podemos dizer que este ciclo de vida passa por no mínimo três etapas:

1º – Briefing ou pré-obra

Nesta primeira fase é analisada a viabilidade do projeto. Dessa forma é feita a coleta de toda documentação e também são pesquisadas as necessidades e preferências do cliente (quantos cômodos ele precisa e seus gostos particulares com materiais, cores e revestimentos).

Depois desse briefing, são feitos as plantas e os projetos em 3D, sempre realizando adaptações de acordo com a opinião do cliente. Também é nessa primeira fase que são observados os fatores de risco, considerando todas as possíveis medidas para reduzi-los, levantando os custos que serão gastos com os equipamentos de proteção.

2º – Execução

Nesta segunda etapa é feita a cotação operacional, juntamente com a preparação do local para iniciar a obra. Com isso, é realizada a contratação de mão de obra, compra de materiais e locação dos equipamentos.

 Posteriormente, é iniciado os processos de fundação, estruturas, alvenaria e revestimentos. E, de acordo com andamento da construção, são colocados ou retirados os equipamentos que fornecem a segurança aos trabalhadores e aos demais envolvidos na obra.

3º – Pós-obra

Na etapa de entrega, são executados todos os testes nos sistemas de iluminação, hidráulica, elétrica, entre outros equipamentos contidos no empreendimento. Essa fase é muito importante, pois é através dela que os ajustes e outros reparos são feitos para que seja feita a entrega final.

O CICLO DE VIDA OTIMIZADO COM USO DO BIM

Como dissemos em um blog anterior “Redução de custos: o uso do BIM no projeto”], com o uso do BIM é possível ter uma visualização e acompanhar de forma muito mais detalhada todos os processos da construção. Ao implantar esta solução tecnológica na obra, o ciclo de vida como um todo é otimizado, melhorando o planejamento até a etapa do pós-obra. Segundo pesquisas da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), há muitas vantagens de utilizar a metodologia dentro do empreendimento. Além das melhorias na qualidade da construção, ampliação de sua vida útil e mais segurança a todos os trabalhadores, com o uso do BIM é possível também aumentar 10% do total da produtividade do setor e reduzir cerca de 20% nos custos totais da obra.

Um outro ponto importante que envolve a implantação do BIM no ciclo de vida de um empreendimento é o documento assinado pelo presidente em 2018, decretando que a metodologia será obrigatória em todas as obras até 2021. Sendo assim, construtoras e outros profissionais do meio deverão estudar a melhor maneira de aderir a solução tecnológica em suas construções civis.   Passar por todas as fases é muito importante, pois só assim é possível analisar o êxito da obra e avaliar a necessidade de manutenção de algum trabalho executado. Vale ressaltar que é através destes ciclos que são inseridos todos equipamentos de segurança. Por essa razão, ter um ciclo de vida bem projetado e seguido de maneira correta juntamente com o uso da metodologia do BIM, além de garantir a qualidade do projeto final, também proporciona muito mais segurança ao trabalhador do canteiro de obra, assegurando o profissional responsável um maior controle de todas as fases de execução.

Mais do que ações que visam proteger os funcionários, uma construção civil precisa adotar algumas medidas para prevenir os trabalhadores de doenças laborais. É o que diz a NR-7, que faz parte das normas do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) e define o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), que regulamenta parte importante do sistema de saúde e prevenção de doenças laborais em uma empresa.

Todos os empregadores devem providenciar a elaboração de um PCMSO, independentemente do número de funcionários e grau de risco relacionado à atividade econômica. O objetivo é garantir a realização de exames médicos periódicos em determinados momentos, como na admissão, demissão, mudança de função ou retorno ao trabalho, para prevenir e controlar fatores potencialmente prejudiciais para a saúde do colaborador. É preciso emitir um Atestado de Saúde Ocupacional (ASO) sempre que um exame for realizado, em duas vias (uma para trabalhador e a outra para a empresa).

A elaboração do PCMSO é responsabilidade do médico do trabalho da empresa. Caso os Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) da companhia não contem com um médico em seu quadro, cabe à empresa indicar um médico do trabalho, funcionário ou não, para coordenar o programa. Vale ressaltar que o PCMSO prevê a necessidade de a instituição também estar equipada com materiais de primeiros socorros, que devem estar devidamente acondicionados e sob guarda de pessoa treinada para isso.

Como o PCMSO é apenas uma etapa em uma série de ações importantes para a garantia de um ambiente de trabalho seguro, é essencial que ele esteja bem relacionado com outras iniciativas em uma construção civil. Por exemplo, o programa deve ser sempre observado e deliberado pelo Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) da empresa, definido pela NR-09, e que funciona como uma espécie de fiscalizador da boa atividade profissional. Em outras palavras, o PPRA é responsável pelo planejamento que será implantado no PCMSO.

As responsabilidades da empresa e do colaborador

Segundo a NR-07, também é responsabilidade do empregador garantir que esses exames sejam realizados. Além disso, deve arcar com o custo da atividade e a organização do programa sem gerar ônus financeiros aos funcionários. Com o PCMSO, a empresa previne possíveis consequências jurídicas decorrentes do aparecimento de doenças ocupacionais.

Cabe ao trabalhador apenas não recusar a prestação de exames. Para os empregados, o programa proporciona condições de saúde para o desempenho de suas funções, o que minimiza a chance de arbitrariedades em caso de doença ou acidente.

Sua empresa cumpre o PCMSO? Conte-nos sua experiência nos comentários abaixo.

Norma Regulamentadora 04 (NR-04) dimensiona os Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) necessários dentro de uma empresa. Ou seja, ela dispõe sobre a necessidade de contratação de profissionais de saúde e segurança ocupacional, engenheiros e técnicos de segurança, médicos e enfermeiros do trabalho, além de definir a carga horária.

Em vigor desde 24 de dezembro de 2014, a NR-04 determina quando as empresas devem contratar esses profissionais de acordo com a quantidade de funcionários em regime CLT e o grau de risco da atividade econômica a que se destina. A lei não é válida para funcionários públicos.

Segundo a NR-04, quando a empresa possui mais de 50% de seus empregados em estabelecimentos ou setores em que a quantidade de risco seja superior ao da atividade principal, deve disponibilizar o SESMT pelo maior grau.

Outro ponto importante diz respeito à possibilidade de manter a atuação desses profissionais de forma centralizada quando existe mais de um estabelecimento pertencente à empresa. A NR-04 estabelece que somente quando a distância a ser percorrida pelos profissionais do SESMT for igual ou inferior a 5 km é possível manter esses profissionais concentrados no mesmo local. É necessário, porém, observar que o dimensionamento leve em conta a quantidade funcionários e a gradação do risco.

Mas como saber a gradação de risco de uma empresa? No próprio texto da NR-04, há um quadro classificatório, a Classificação Nacional de Atividades Econômicas, que mostra a gradação de risco por atividade.

Depois de identificar em que posição a empresa está inserida, é necessário checar quantos e quais profissionais devem ser contratados na planilha de Dimensionamento dos SESMT, também detalhada na NR-04.

Por exemplo, uma empresa cuja atividade esteja no ramo da construção civil possui uma gradação entre 3 e 4, dependendo da especificidade do trabalho. Nesse caso, deve contratar um técnico de segurança do trabalho se possuir mais de 100 funcionários no mesmo canteiro de obras.

Sua empresa atende aos requisitos da NR04? Quais são as principais dificuldades e vantagens? Compartilhe conosco!

Uma ferramenta poderosa tem se tornado cada vez mais popular entre técnicos de segurança do trabalho. O Diálogo Diário de Segurança (DDS) funciona como uma medida preventiva dentro de ambientes que oferecem risco à integridade física dos trabalhadores, como construções civis ou brigadas de incêndio.

A ideia dessas reuniões é despertar no colaborador a conscientização sobre suas atividades diárias por meio de orientações relacionadas à segurança, ergonomia, higiene ocupacional, saúde, primeiros socorros e qualidade de vida. A aplicação sempre acontece no início da jornada de trabalho e é nesse período de tempo em que se passam as instruções básicas para prevenir acidentes.

Entre os benefícios do DDS, é possível reduzir custos com assistência médica, diminuir o número de acidentes durante o expediente, melhorar a produtividade, aumentar o comprometimento e o nível de satisfação dos colaboradores.

Como fazer o DDS

A ferramenta pode ser aplicada por técnicos de segurança, gestores, supervisores, membros da SESMT ou da CIPA. O primeiro passo é informar os funcionários o que é o DDS e explicar por qual motivo ele precisa ser feito, ressaltando que o procedimento é simples e eficaz.

O diálogo deve ser rápido e diário. Geralmente, leva de 5 a 15 minutos. Mas pode demorar até 30 minutos quando o assunto abordado é mais complexo. Por isso, é importante ser objetivo e abordar temas relevantes e histórias atuais para atrair a atenção dos colaboradores. Um linguajar mais informal, com palavras fáceis, pode melhorar a compreensão dos assuntos abordados, assim como o uso de exemplos reais.

É interessante levar profissionais de outras áreas ou que já trabalharam em situações parecidas para relatar experiências pessoais. Uma visão de fora pode deixar a equipe mais alerta. Além de abrir espaço para que os colaboradores tirem suas dúvidas, é importante incentivar a participação de todos.

O Diálogo deve oferecer orientações sobre o local das atividades e ferramentas que serão usadas naquele ambiente, abordando também as medidas de segurança que devem ser seguidas por toda a equipe. Além de ter função informativa e alertar sobre os riscos de acidentes, o DDS une a equipe para que todos evitem danos à saúde de todos os profissionais.