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O ciclo de vida de um empreendimento

16 de abril de 2019 | Empreendimento | Nenhum comentário

O ciclo de vida de um empreendimento nada mais é que todas as fases de gestão que o projeto passa. Dentro da construção civil, este ciclo é importante para todos os profissionais envolvidos, pois é através das etapas que são planejados as metas e os objetivos a serem alcançados. Além disso, é a partir dele que é avaliada a necessidade de alterações ou de implantar medidas e equipamentos de segurança.

Para explicar melhor, podemos dizer que este ciclo de vida passa por no mínimo três etapas:

1º – Briefing ou pré-obra

Nesta primeira fase é analisada a viabilidade do projeto. Dessa forma é feita a coleta de toda documentação e também são pesquisadas as necessidades e preferências do cliente (quantos cômodos ele precisa e seus gostos particulares com materiais, cores e revestimentos).

Depois desse briefing, são feitos as plantas e os projetos em 3D, sempre realizando adaptações de acordo com a opinião do cliente. Também é nessa primeira fase que são observados os fatores de risco, considerando todas as possíveis medidas para reduzi-los, levantando os custos que serão gastos com os equipamentos de proteção.

2º – Execução

Nesta segunda etapa é feita a cotação operacional, juntamente com a preparação do local para iniciar a obra. Com isso, é realizada a contratação de mão de obra, compra de materiais e locação dos equipamentos.

 Posteriormente, é iniciado os processos de fundação, estruturas, alvenaria e revestimentos. E, de acordo com andamento da construção, são colocados ou retirados os equipamentos que fornecem a segurança aos trabalhadores e aos demais envolvidos na obra.

3º – Pós-obra

Na etapa de entrega, são executados todos os testes nos sistemas de iluminação, hidráulica, elétrica, entre outros equipamentos contidos no empreendimento. Essa fase é muito importante, pois é através dela que os ajustes e outros reparos são feitos para que seja feita a entrega final.

O CICLO DE VIDA OTIMIZADO COM USO DO BIM

Como dissemos em um blog anterior “Redução de custos: o uso do BIM no projeto”], com o uso do BIM é possível ter uma visualização e acompanhar de forma muito mais detalhada todos os processos da construção. Ao implantar esta solução tecnológica na obra, o ciclo de vida como um todo é otimizado, melhorando o planejamento até a etapa do pós-obra. Segundo pesquisas da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), há muitas vantagens de utilizar a metodologia dentro do empreendimento. Além das melhorias na qualidade da construção, ampliação de sua vida útil e mais segurança a todos os trabalhadores, com o uso do BIM é possível também aumentar 10% do total da produtividade do setor e reduzir cerca de 20% nos custos totais da obra.

Um outro ponto importante que envolve a implantação do BIM no ciclo de vida de um empreendimento é o documento assinado pelo presidente em 2018, decretando que a metodologia será obrigatória em todas as obras até 2021. Sendo assim, construtoras e outros profissionais do meio deverão estudar a melhor maneira de aderir a solução tecnológica em suas construções civis.   Passar por todas as fases é muito importante, pois só assim é possível analisar o êxito da obra e avaliar a necessidade de manutenção de algum trabalho executado. Vale ressaltar que é através destes ciclos que são inseridos todos equipamentos de segurança. Por essa razão, ter um ciclo de vida bem projetado e seguido de maneira correta juntamente com o uso da metodologia do BIM, além de garantir a qualidade do projeto final, também proporciona muito mais segurança ao trabalhador do canteiro de obra, assegurando o profissional responsável um maior controle de todas as fases de execução.

Mais do que ações que visam proteger os funcionários, uma construção civil precisa adotar algumas medidas para prevenir os trabalhadores de doenças laborais. É o que diz a NR-7, que faz parte das normas do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) e define o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), que regulamenta parte importante do sistema de saúde e prevenção de doenças laborais em uma empresa.

Todos os empregadores devem providenciar a elaboração de um PCMSO, independentemente do número de funcionários e grau de risco relacionado à atividade econômica. O objetivo é garantir a realização de exames médicos periódicos em determinados momentos, como na admissão, demissão, mudança de função ou retorno ao trabalho, para prevenir e controlar fatores potencialmente prejudiciais para a saúde do colaborador. É preciso emitir um Atestado de Saúde Ocupacional (ASO) sempre que um exame for realizado, em duas vias (uma para trabalhador e a outra para a empresa).

A elaboração do PCMSO é responsabilidade do médico do trabalho da empresa. Caso os Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) da companhia não contem com um médico em seu quadro, cabe à empresa indicar um médico do trabalho, funcionário ou não, para coordenar o programa. Vale ressaltar que o PCMSO prevê a necessidade de a instituição também estar equipada com materiais de primeiros socorros, que devem estar devidamente acondicionados e sob guarda de pessoa treinada para isso.

Como o PCMSO é apenas uma etapa em uma série de ações importantes para a garantia de um ambiente de trabalho seguro, é essencial que ele esteja bem relacionado com outras iniciativas em uma construção civil. Por exemplo, o programa deve ser sempre observado e deliberado pelo Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) da empresa, definido pela NR-09, e que funciona como uma espécie de fiscalizador da boa atividade profissional. Em outras palavras, o PPRA é responsável pelo planejamento que será implantado no PCMSO.

As responsabilidades da empresa e do colaborador

Segundo a NR-07, também é responsabilidade do empregador garantir que esses exames sejam realizados. Além disso, deve arcar com o custo da atividade e a organização do programa sem gerar ônus financeiros aos funcionários. Com o PCMSO, a empresa previne possíveis consequências jurídicas decorrentes do aparecimento de doenças ocupacionais.

Cabe ao trabalhador apenas não recusar a prestação de exames. Para os empregados, o programa proporciona condições de saúde para o desempenho de suas funções, o que minimiza a chance de arbitrariedades em caso de doença ou acidente.

Sua empresa cumpre o PCMSO? Conte-nos sua experiência nos comentários abaixo.

Norma Regulamentadora 04 (NR-04) dimensiona os Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) necessários dentro de uma empresa. Ou seja, ela dispõe sobre a necessidade de contratação de profissionais de saúde e segurança ocupacional, engenheiros e técnicos de segurança, médicos e enfermeiros do trabalho, além de definir a carga horária.

Em vigor desde 24 de dezembro de 2014, a NR-04 determina quando as empresas devem contratar esses profissionais de acordo com a quantidade de funcionários em regime CLT e o grau de risco da atividade econômica a que se destina. A lei não é válida para funcionários públicos.

Segundo a NR-04, quando a empresa possui mais de 50% de seus empregados em estabelecimentos ou setores em que a quantidade de risco seja superior ao da atividade principal, deve disponibilizar o SESMT pelo maior grau.

Outro ponto importante diz respeito à possibilidade de manter a atuação desses profissionais de forma centralizada quando existe mais de um estabelecimento pertencente à empresa. A NR-04 estabelece que somente quando a distância a ser percorrida pelos profissionais do SESMT for igual ou inferior a 5 km é possível manter esses profissionais concentrados no mesmo local. É necessário, porém, observar que o dimensionamento leve em conta a quantidade funcionários e a gradação do risco.

Mas como saber a gradação de risco de uma empresa? No próprio texto da NR-04, há um quadro classificatório, a Classificação Nacional de Atividades Econômicas, que mostra a gradação de risco por atividade.

Depois de identificar em que posição a empresa está inserida, é necessário checar quantos e quais profissionais devem ser contratados na planilha de Dimensionamento dos SESMT, também detalhada na NR-04.

Por exemplo, uma empresa cuja atividade esteja no ramo da construção civil possui uma gradação entre 3 e 4, dependendo da especificidade do trabalho. Nesse caso, deve contratar um técnico de segurança do trabalho se possuir mais de 100 funcionários no mesmo canteiro de obras.

Sua empresa atende aos requisitos da NR04? Quais são as principais dificuldades e vantagens? Compartilhe conosco!

Uma ferramenta poderosa tem se tornado cada vez mais popular entre técnicos de segurança do trabalho. O Diálogo Diário de Segurança (DDS) funciona como uma medida preventiva dentro de ambientes que oferecem risco à integridade física dos trabalhadores, como construções civis ou brigadas de incêndio.

A ideia dessas reuniões é despertar no colaborador a conscientização sobre suas atividades diárias por meio de orientações relacionadas à segurança, ergonomia, higiene ocupacional, saúde, primeiros socorros e qualidade de vida. A aplicação sempre acontece no início da jornada de trabalho e é nesse período de tempo em que se passam as instruções básicas para prevenir acidentes.

Entre os benefícios do DDS, é possível reduzir custos com assistência médica, diminuir o número de acidentes durante o expediente, melhorar a produtividade, aumentar o comprometimento e o nível de satisfação dos colaboradores.

Como fazer o DDS

A ferramenta pode ser aplicada por técnicos de segurança, gestores, supervisores, membros da SESMT ou da CIPA. O primeiro passo é informar os funcionários o que é o DDS e explicar por qual motivo ele precisa ser feito, ressaltando que o procedimento é simples e eficaz.

O diálogo deve ser rápido e diário. Geralmente, leva de 5 a 15 minutos. Mas pode demorar até 30 minutos quando o assunto abordado é mais complexo. Por isso, é importante ser objetivo e abordar temas relevantes e histórias atuais para atrair a atenção dos colaboradores. Um linguajar mais informal, com palavras fáceis, pode melhorar a compreensão dos assuntos abordados, assim como o uso de exemplos reais.

É interessante levar profissionais de outras áreas ou que já trabalharam em situações parecidas para relatar experiências pessoais. Uma visão de fora pode deixar a equipe mais alerta. Além de abrir espaço para que os colaboradores tirem suas dúvidas, é importante incentivar a participação de todos.

O Diálogo deve oferecer orientações sobre o local das atividades e ferramentas que serão usadas naquele ambiente, abordando também as medidas de segurança que devem ser seguidas por toda a equipe. Além de ter função informativa e alertar sobre os riscos de acidentes, o DDS une a equipe para que todos evitem danos à saúde de todos os profissionais.

Um dos mais antigos sistemas da construção civil do mundo, a alvenaria estrutural é responsável por garantir o isolamento e a sustentação de toda a edificação. Geralmente realizada com blocos de concreto, é a estrutura central para a estabilidade da construção.

Leia também:  O que é a proteção de alvenaria estrutural da Metroform e como funciona

Por ser uma estrutura que torna a obra mais rápida e barata, ela continua sendo bastante utilizada, principalmente em condomínios, sobrados e conjuntos comerciais.

As diferenças entre alvenaria comum e alvenaria estrutural

Na alvenaria comum (convencional), sua função básica é a vedação ou fechamento, separando ambientes e fachada. É estruturada com concreto armado, que, junto com a vedação, torna a estrutura mais flexível.

No entanto, essa flexibilidade está vulnerável a gambiarras e outros improvisos. Além disso, esse tipo de estrutura gera bastante entulho, em razão da constante quebra de blocos do sistema.

Além de prejuízo ambiental, há uma desvantagem econômica.

Já a alvenaria estrutural tem por objetivo substituir os dois principais sistemas de construção: a estrutura de concreto armado e os fechamentos de alvenaria. Por isso, exige planejamento e profissionais qualificados.

Por conta disso, qualquer mudança na obra desse tipo de estrutura deve ser prevista na fase de projeto e bem coordenada durante a execução.

Vantagens e desvantagens da alvenaria estrutural

Na alvenaria estrutural, as paredes, feitas por blocos de concreto, nunca devem ser removidas. Nesse tipo de sistema, são elas que, além de estruturar a construção, vedam a casa e suportam, entre outros, o peso das próprias paredes, da laje e da cobertura.

A principal vantagem da alvenaria estrutural é a econômica. Além de tornar a obra mais rápida e mais barata, há a facilidade no treinamento de mão de obra.

Em contrapartida, a desvantagem diz respeito à arquitetura e o design do local, que ficam restringidos pelo tamanho e forma dos blocos estruturais.

Hoje falamos sobre alvenaria estrutural e suas principais vantagens e desvantagens. Ficou alguma dúvida? Escreva para nós nos comentários abaixo!

Quais os principais serviços da construção civil?

7 de agosto de 2017 | Empreendimento | Nenhum comentário

Muitas vezes, quem vê uma obra concluída não faz ideia de quantos serviços da construção civil ela envolve. Por isso, hoje o assunto no blog são os principais deles.

Contudo, antes de falarmos sobre serviços da construção civil, é essencial em uma obra estar atento à segurança, a fim de evitar acidentes individuais e coletivos, e às recomendações exigidas pelas normas regulamentadoras do Ministério do Trabalho, entre outras.

Principais serviços da construção civil

Uma obra envolve uma série de etapas. Abaixo, falaremos um pouco das principais delas e de seus respectivos serviços:

Escavação para fundações

São aberturas no solo para blocos de fundação e outras estruturas abaixo do nível do terreno. Esse serviço é realizado após a limpeza da área de trabalho, necessária para evitar riscos ao processo.

Nessa etapa, o conhecimento do solo do local é muito importante, assim como também o estudo de terrenos vizinhos.

Alvenaria de vedação e estrutural

Alvenaria é o conjunto de materiais (tijolos, blocos, etc.) utilizados para a construção de paredes que têm como função a divisão de ambientes externos e internos de uma edificação.

Na alvenaria de vedação, o conjunto é projetado basicamente para resistir ao seu próprio peso. Já na alvenaria estrutural, além de preparada para resistir a outras cargas e ações, os requisitos são mais rigorosos, principalmente em relação à resistência dos materiais.

Concretagem

Processo que relaciona todas as etapas de criação de uma estrutura de concreto, desde o lançamento do concreto fresco à secagem, passando por adensamento e cura.

De extrema importância em uma obra, a concretagem é a fase final de um processo de elaboração de elementos de infraestrutura e superestrutura.

Acabamentos e revestimentos

É a etapa de assentamento de pisos cerâmicos, porcelanatos, pisos laminados e azulejos, entre outros materiais. A escolha desses materiais nessa fase deve obedecer alguns critérios, entre eles qualidade e durabilidade.

Hoje no blog você conheceu um pouco mais sobre alguns dos muitos serviços da construção civil. Há algum outro que deixamos de falar e que gostaria de comentar? Escreva para nós nos comentários abaixo!