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Na hora de desenhar o projeto de segurança de um empreendimento, é essencial pensar em todos os detalhes e não deixar nada passar despercebido. Afinal, as soluções de proteção coletiva implantadas e suas especificações técnicas devem todas constar no Programa de Condições e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção Civil (PCMAT) – programa obrigatório em obras com mais de 20 trabalhadores.

Destacamos alguns pontos importantes a respeito de Redes de Segurança e Sistemas Metálicos de Proteção para te auxiliar na escolha dos dispositivos que melhor atendem às diferentes etapas de execução de uma obra, da estrutura até o acabamento. Confira!

Redes de Segurança

Os sistemas de Redes de Segurança são uma ótima opção de proteção coletiva para evitar a queda de objetos e trabalhadores na sua obra. Tanto os sistemas de redes em U como em V seguem rigorosamente as especificações das normas EN 1263-1, 1263-2 e ISO 2307 e possuem capacidade mínima de absorção de energia de 2,3 kJ. Entre as principais características que incentivam o uso desses dispositivos na construção estão:

  • Protegem não apenas os trabalhadores, mas também os pedestres que circulam nas proximidades das obras;
  • Sua flexibilidade permite maior mobilidade para os trabalhadores;
  • Fácil e rápida instalação;
  • Preço acessível;
  • Projetados para trabalhar na vertical ou horizontal e absorver o impacto de pessoas ou materiais da construção que venham a cair;
  • Suportam o peso de uma pessoa com coeficiente de segurança suficiente;
  • Viabiliza a proteção em vãos de dimensões variadas, principalmente em pé-direito duplo, beiradas e sacadas durante a execução da obra ou antes da instalação dos guarda-corpos.

Sistemas Metálicos

Já os Sistemas Metálicos utilizam estruturas de ferro, aço ou alumínio para garantir o acesso seguro de funcionários às posições de trabalho, a prevenção e limitação de quedas, assim como a retenção ou contenção do trabalhador a áreas de maior risco de queda. São soluções construtivas amplamente utilizadas em edifícios de múltiplos andares, pavilhões industriais e comerciais, pontes e viadutos. O processo de montagem, embora prático e rápido, exige planejamento, já que cada peça tem um momento certo de instalação, assim como a observação das normas vigentes de segurança na construção civil. Entre as vantagens do uso de sistemas metálicos estão:  

  • Promovem maior segurança e eficiência contra quedas acidentais;
  • Possuem tecnologias avançadas em proteção coletiva para atender às diferentes necessidades das obras;
  • São uns dos sistemas mais versáteis do mercado, podendo ser utilizados para proteção de qualquer ponto da laje, de caixas de escadas, janelas e poços de elevadores;São uns dos sistemas mais versáteis do mercado, podendo ser utilizados para proteção de qualquer ponto da laje, de caixas de escadas, janelas e poços de elevadores;
  • Leveza e simplicidade dos dispositivos facilitam a montagem e desmontagem, sem abrir mão da segurança;
  • A agilidade na montagem e no remanejamento propiciam ganho de mão de obra e aumento de produtividade;
  • São dinâmicos, por acompanhar a velocidade da obra devido à facilidade de instalação; práticos, pois elimina desperdício e acúmulo de materiais; e possuem vida útil longa, podendo ser reaproveitados em outras obras;
  • Atendem simultaneamente ao escoramento de vigas e lajes, de maneira simples e eficiente, com peças de fácil manuseio e de transporte manual;
  • As telas dispõem de três níveis de fixação junto aos montantes, o que permite dar início a marcação da alvenaria de vedação, garantindo maior segurança do trabalhador;
  • Os montantes dispõem de dispositivos de engate rápido por pressão para fixação das telas, dando rapidez à montagem e desmontagem;
  • Nos casos de escoras, permitem a instalação de um segundo nível de proteção;
  • São desenvolvidos para resistir a grandes impactos em toda a sua extensão (travessões, rodapé e telas) conforme recomendações do Standard Safety and Health Regulation for Construction (OSHA) e das normas de impacto da NBR-14.718 e da EN-13.374;
  • Equipamentos testados em laboratórios por meio de ensaios dinâmicos realizados por entidade acreditada pelo INMETRO (Falcão Bauer).

Não se esqueça de que, para cada projeto, existe uma solução de proteção coletiva que dependerá de um estudo preliminar que levará em consideração o método construtivo e cronograma de obra. Aliás, esse estudo poderá diminuir sensivelmente os custos e melhorar a segurança e produtividade em cada etapa de trabalho na obra.

Quer saber mais sobre sistemas de segurança coletiva e projetos? Conte com a consultoria de nossos especialistas. Nós ligamos para você!


Garantir a segurança em um canteiro de obras, seja do trabalhador da construção civil ou de terceiros que trafegam pelo entorno, é uma questão que não se discute. Afinal, além de ser um convite para acidentes, não utilizar medidas de proteção vão contra as normas reguladoras do setor e gera multas elevadas. 

Por isso, alugar Equipamentos de Proteção Coletiva (EPCs), como sinalizadores, redes de segurança, bandejas e proteção para poço de elevador, é a melhor opção para quem quer estar em conformidade com a lei e ainda ter menor pressão no fluxo de caixa.

Garantia de conformidade

Quando você aluga equipamentos de uma empresa séria e especializada em EPC, há garantia de que eles seguem as normas de segurança nacionais e internacionais, e seus equipamentos são feitos com os materiais adequados, que atendem ao modelo construtivo em concordância com a NR 18. Ou seja, é preciso se preocupar com inconformidades ou despender mais recursos de pessoal e financeiro para adaptação ou montagem.

Economia e redução de custos

Equipamentos alugados são cobrados sob demanda e no ritmo da obra, gerando economia e aumentando o fôlego do seu fluxo de caixa. Optar pela locação também reduz custos com desmontagem, manutenção, armazenamento, e, principalmente com os esforços de planejamento do projeto de alocação, que ficam a cargo do fornecedor, que possui engenheiros especializados, e que serão responsável por acidentes oriundos de falhas do equipamento.

Bom estado de qualidade

Alugar EPCs também é uma forma de garantir sempre trabalhar com equipamentos em bom estado de qualidade e muito mais seguros. Isso porque equipamentos de propriedade individual muitas vezes permanecem guardados por longos períodos, sem uso e sem manutenção, o que pode comprometer a sua estrutura e funcionalidade, assim como a segurança do trabalhador.

Investimento, não custo

Utilizar equipamentos de segurança na sua obra nunca pode ser entendido como custos, mas sim um investimento. Veja bem: em termos econômicos, a diminuição do número de acidentes em um canteiro de obras promove a redução de gastos com seguros e auxílios e com contratações e treinamentos de novos profissionais.

Além disso, não investir em EPCs ainda pode gerar outros custos para a construtora, como pesadas multas e paralisação da obra por órgãos fiscalizadores. Quando o assunto é segurança, é melhor não arriscar. Só assim você protege os funcionários da obra e ainda garante a saúde financeira da sua construtora.

Quer saber mais sobre soluções de proteção coletiva para as suas obras? Nossa equipe de engenharia pode tirar as suas dúvidas. Fale com a gente!


São muitos os riscos que podem ameaçar a segurança e a saúde em uma construção civil. Para proteger e tornar mais seguro o dia a dia desses profissionais, é importante que o trabalhador use o Equipamento de Proteção Individual (EPI), descrito na NR-06, que faz parte das normas regulamentadoras do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego). São eles: óculos de proteção, luva, capacete, protetor auricular e máscara, calçados, cinturão, macacão, mangas, proteção de tronco, respirador e protetor facial.

Mas como saber se o funcionário está em risco e precisa de um EPI? Segundo a NR-06, compete ao Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho – SESMT, ouvida a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – recomendar ao empregador o EPI adequado à atividade. Nas empresas desobrigadas a constituir SESMT, cabe ao empregador selecionar o equipamento apropriado ao risco, mediante orientação de profissional, ouvida a CIPA o designado e trabalhadores usuários.

Entender a importância do EPI é essencial para que tanto o trabalhador quanto o empregado respeitem as regras e normas que regulamentam seu uso. Para o profissional, o equipamento garante sua saúde e bem-estar ao evitar acidentes graves e o desenvolvimento de doenças ou enfermidades. Já para a empresa, a norma reduz futuros riscos, principalmente ao evitar acidentes que podem gerar indenizações ou perdas de funcionários. Além disso, a empresa evita ter que pagar adicionais de insalubridade ou periculosidade em determinados casos.

Segundo a norma, a empresa é obrigada a fornecer os equipamentos gratuitamente aos empregados, em perfeito estado de conservação e funcionamento sempre que outros equipamento de proteção coletiva não eliminem todos os riscos de acidentes do trabalho. Além disso, é obrigatório quando as medidas de proteção coletiva ainda estão sendo colocadas na obra ou em situações de emergência.

Cabe ao empregador:

  • Adquirir o equipamento conforme o risco de cada atividade;
  • Exigir seu uso;
  • Fornecer o equipamento aprovado pelo órgão nacional competente;
  • Orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado, guarda e conservação;
  • Substituir o equipamento caso seja danificado ou extraviado;
  • Responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica;
  • Comunicar ao MTE caso observe alguma irregularidade;
  • Registrar o seu fornecimento ao trabalhador.

Já ao funcionário cabe:

  • Usar apenas para a finalidade a que se destina;
  • Responsabilizar-se pela guarda e conservação;
  • Comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso;
  • Cumprir as determinações do empregador sobre o uso adequado.

Grandes indústrias buscam fabricar equipamentos de proteção mais eficientes a cada ano, com menor custo e mais proteção ao trabalhador. De acordo com a NR-6, um EPI de fabricação nacional ou importado só pode ser colocado à venda com a indicação do Certificado de Aprovação (CA), expedido pelo órgão nacional competente no trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego.

Sua empresa faz uso de EPI? Conte-nos sua experiência nos comentários abaixo.

Mesmo os profissionais mais experientes da área de construção civil costumam ter dúvidas com relação aos materiais que devem usar na execução de um projeto. Itens de fundação e de acabamento costumam ser especificados. Mas quando o assunto é escoramento, qual a melhor opção: escora metálica ou de madeira? Muitos fatores podem influenciar na decisão.

As escoras são empregadas provisoriamente quando existe a necessidade de “segurar” cargas de estrutura de uma construção até que ela tenha resistência o suficiente para se sustentar sozinha. Alguns aspectos essenciais podem fazer a diferença na hora de escolha a melhor opção para a obra. Veja a seguir por qual motivo a escora metálica ganha essa disputa.

Produtividade

Um dos fatores que mais preocupa os profissionais da construção civil é o prazo de entrega, que está ligado a diversos fatores como clima, entrega de insumos e mão de obra qualificada. Em construções com um cronograma apertado, torna-se necessário o uso de equipamentos que permitam o ganho de agilidade no escoramento.

Equipamentos metálicos são previamente estudados e concebidos de acordo com o projeto de engenharia e podem ser até oito vezes mais eficientes que os de madeira, que nem sempre passam por certificações. Muitas obras ainda usam o escoramento de madeira, mas não costumam ter prazo definido para término da estrutura.

Armazenagem

As escoras metálicas ganham dos sistemas de madeira por um motivo simples: elas contam com um sistema mais simplificado para o momento da armazenagem. É possível, por exemplo, acomodar até 500 escoras em apenas três metros quadrados. Além disso, o sistema metálico é compatível com as exigências de carga mais comuns em obras de todos os portes.

Tempo

A escora metálica é de fácil manuseio e não exige mão de obra especializada. Por isso, quando comparada com a de madeira, o tempo de execução dos trabalhos com as escoras metálicas é cerca de cinco vezes menor. Isso porque as escoras de madeira têm baixa durabilidade e produtividade na montagem e desmontagem, execução demorada, pouca resistência nas ligações e nas emendas e grandes deformações quando submetidas às mudanças de temperatura e umidade.

Segurança

Nesse quesito, os equipamentos metálicos também se destacam. A estrutura é mais resistente, modular, em menor número, o que deixa a obra mais organizada, limpa e tem menos risco de provocar acidentes. Além disso, as escoras metálicas são produzidas conforme normas de segurança e seguem as exigências do Ministério do Trabalho e Emprego. Esse controle previne acidentes, pois dificilmente essas escoras sofrem avarias de rupturas das estruturas. Enquanto isso, as estruturas de madeira podem gerar detritos e resíduos, que dificilmente podem ser impedidos de aparecer e, dependendo o caso, podem causar interferências nos processos de construção.

Sustentabilidade

As escoras de madeira costumam ser fabricadas sem certificação e geram uma grande quantidade de resíduos em sua confecção. Além disso, sofrem danos que podem levar a grandes prejuízos mais facilmente. Já os sistemas metálicos são produzidos de forma segura e ecologicamente correta. Por utilizarem ferro em vez de madeira, podem ser reutilizados e reciclados até o fim de sua vida útil.

Qual escora sua empresa costuma utilizar nas obras? Conte-nos sua experiência.

Conheça o sistema de segurança em rede tipo V

19 de abril de 2018 | Equipamentos | Nenhum comentário

A construção civil é um setor que requer muita atenção às medidas de segurança. Os números chamam a atenção e indicam a necessidade de um planejamento bastante diligente antes de se iniciar uma obra. A boa notícia é que há recursos simples e muito eficientes para evitar acidentes no canteiro de obras. O sistema de segurança tipo V é um deles.

Composto por uma rede com corda perimetral presa a suportes em forca, o sistema de segurança tipo V é projetado para trabalhar na vertical, formando um “L” invertido. Desta forma, o equipamento é capaz de absorver o impacto de pessoas ou materiais da construção que venham a cair.

O equipamento costuma ser instalado durante a execução de estruturas de concreto. Entre as atribuições principais do sistema de segurança tipo V estão suportar o peso de uma pessoa com coeficiente de segurança suficiente.

Como consegue reter quedas de material, a rede protege não apenas os trabalhadores, mas também os pedestres que circulam nas proximidades da obra.

Portanto, se você quer garantir a segurança na sua obra, você deve procurar redes normatizadas, e para tanto é necessário observar algumas características imprescindíveis na hora de escolher seu sistema de redes.

Conforme NR18 e norma EN 1263-1, redes de segurança para construção civil devem possuir uma etiqueta permanente que apresente os seguintes itens:

  1. Nome ou logotipo do fabricante
  2. A capacidade mínima de absorção de energia da malha é de 2,3 kJ
  3. Selo do órgão certificador independente
  4. Designação correta, conforme a norma EN 1263-1
  5. Número de identificação
  6. Data de fabricação e validade

Lembre-se: as entidades de certificação indicam que as redes de segurança tem validade de apenas um ano à partir de sua data de fabricação. Após esse período, é preciso garantir a integridade dos sistemas por meio de novos ensaios de acordo com as normas EN 1263-1, 1263-2 e ISO 2307.

Também é importante reforçar a importância de armazenar o equipamento em local apropriado, seco e acondicionadas em recipientes adequados, assim como manter vistorias diárias, por profissionais capacitados, para garantir a integridade e limpeza de seus elementos, estruturas das forcas, pontos de fixação e encunhamento.

Requisitos da Rede de Segurança

As redes de segurança devem possuir malha quadrada máxima de 60×60 mm(M60) e energia de absorção mínima de 2,3kJ.

Já o suporte metálico tipo forca, precisa ser confeccionado em tubo de aço estrutural normatizado pela ABNT, além de possuir dimensões mínimas de 8,0 m no montante e 2,5 m no braço, com seção mínima de 60x60x3 mm.

Paras as cordas perimetral e de sustentação, é necessário que as redes tenham resistência de ruptura mínima à tração de 30 kN. Já nas cordas de união, que unem as redes entre si a cada 50 cm, a resistência mínima de ruptura à tração deve ser de 7,5 kN.

Todas as cordas devem atender às normas ISO 2307 e EN 1263-1 e serem certificadas pelo fabricante.

O sistema de rede de proteção certificada tipo V é muito eficaz para a prevenção de quedas em diferentes níveis, mas é muito importante uma instalação correta. Uma boa absorção de impactos, no entanto, depende diretamente da colocação, que deve obedecer às normas de segurança da ABNT NBR 16046.

Mas, antes de solicitar quaisquer materiais para a montagem do sistema de redes do tipo “V”, é necessário realizar um estudo preliminar sobre questões estruturais e arquitetônicas. Com os estudos em mãos, é possível entender quais são as necessidades da obra, quais soluções de proteção coletiva pode ser levadas em consideração e quais as , as dimensões corretas para a largura e comprimento das redes, altura dos montantes das forcas e comprimento dos seus braços.

É por essa razão que é importante poder contar com uma empresa especializada para reduzir custos do projeto e garantir a segurança na sua obra.

Sua empresa utiliza o sistema de segurança tipo V durante a execução da obra? Qual a sua impressão sobre as vantagens e segurança? Compartilhe connosco!

Redes de Segurança podem ser uma opção interessante de proteção coletiva para evitar a queda de objetos e trabalhadores em sua obra.

As principais características que incentivam o uso de sistemas de rede de segurança na construção são sua flexibilidade que permite maior mobilidade para os trabalhadores além de viabilizar proteção em vãos de dimensões variadas, principalmente em pé-direito duplo e na proteção das sacadas durante a espera de instalação dos guarda-corpo.

Porém, é preciso ter em mente que o mais importante deve ser sempre garantir a segurança na sua obra. E, para tanto, é necessário observar algumas características imprescindíveis na hora de escolher seu sistema de redes de segurança para construção.

Conforme NR18 e norma EN 1263-1, redes de segurança para construção civil devem possuir uma etiqueta permanente que apresente os seguintes itens:

  1. Nome ou logotipo do fabricante
  2. A capacidade mínima de absorção de energia da malha de 2,3 kJ
  3. Selo do órgão certificador independente
  4. Designação correta, conforme a norma EN 1263-1
  5. Número de identificação
  6. Data de fabricação e validade

Veja como identificar uma rede que atende estes requisitos:

Atenção as informações presentes na etiqueta de uma rede normatizada

Deve-se sempre buscar por informações sobre o mês e ano de fabricação da rede, pois as entidades de certificação indicam que as redes de segurança tem validade de apenas um ano à partir de sua data de fabricação.

Após esse período, é preciso garantir a integridade dos sistemas por meio de novos ensaios de acordo com as normas EN 1263-1, 1263-2 e ISO 2307. Para fazer ensaios da rede, você pode retirar uma das três amostras que sempre acompanham uma rede certificada (conforme a imagem abaixo) e enviá-las para análise no próprio fabricante da rede.

Cada rede pode ser considerada como uma peça com 1 etiqueta e 3 amostras.

Não se deixe enganar por redes apropriadas para uso doméstico (proteção infantil) ou recreativo (quadras poliesportivas), pois apesar de seu preço atrativo elas não atenderão às exigências das normas EN 1263-1, 1263-2 tais como etiqueta, corda perimetral costurada, peças para ensaio de revalidação e por fim fio com 2,5 milímetros de diâmetro, o que não será suficiente para absorver e energia mínima 2,3 kJ exigido em redes para construção.

Além destas informações primordiais, deve-se exigir também o manual de instruções em português, que contemple, no mínimo, informações sobre instalação, utilização e desmontagem, datas recomendadas para o ensaio das malhas, condições ideais para sua retirada de serviço, formas de armazenar e inspecionar corretamente o equipamento, advertência sobre possíveis riscos de danificação e, principalmente, uma declaração de conformidade emitida pelo fabricante.

É importante compreender que para cada projeto existe uma solução de proteção coletiva que dependerá de um estudo preliminar que levará em consideração o método construtivo e cronograma de obra. Este estudo poderá diminuir sensivelmente os custos e melhorar a segurança e produtividade em cada etapa de trabalho na obra portanto o ideal é sempre poder contar com uma consultoria de projetos de proteção coletiva feitas por empresa especializada.

Conheça os Modelos de Redes de Segurança:

Sistema “S”

O Sistema de redes de segurança tipo S utiliza redes na horizontal, com corda perimetral, para limitar queda de trabalhadores, e também pode ser usada com telas de mosquiteiro para proteção contra queda de materiais.

Como principal característica, o Sistema S é versátil, podendo ser fixado de diferentes maneiras. Assim sendo, o sistema que pode ser instalado em construções como estruturas metálicas, de madeira, pré-fabricados de concreto, pontes e viadutos.

Para a instalação deste sistema, são necessárias cordas de amarração, ancoragem, cabos de aço e seus acessórios de tensionamento (esticadores e mosquetões).

Sistema “T”

O Sistema em T utiliza as redes de segurança na horizontal, fixadas em um suporte para proteção periférica tipo bandeja. O suporte é instalado diretamente na borda da edificação, o que significa que não há possibilidade de torção ou deslizamento do conjunto e o sistema de amarração permite que haja um único ponto de fixação para sua montagem.

As redes de segurança em Sistema T, ao receber impacto, formam uma bolsa envolvendo a massa que caiu e amortecer sua queda. O sistema é recomendado para auxiliar na montagem de estruturas como andaimes e formas.

Sistema “U”

A norma UNE-EN 1263-1 descreve o Sistema U como uma rede de segurança fixada à uma estrutura de suporte na vertical, projetado para impedir quedas na área de trânsito ou trabalho onde é instalada, fechando completamente o perímetro da construção.

O Sistema U de redes de segurança deve fechar todo o vão a ser protegido, permitindo montagens ou composições de redes. As redes devem possuir malha máxima de 100X100 mm (Q100) e energia mínima de absorção de 2,3 kJ. A corda perimetral deve estar costurada em todas as cordas externas da malha da rede, enquanto a corda de união uni as redes entre si, com nós a cada 50 cm e resistência mínima de ruptura à tração de 7,5 kN.

Para auxiliar na ancoragem da rede ao elemento de fixação, deve-se utilizadas cordas com resistência mínima de ruptura à tração de 20 kN. Já os elementos de fixação devem ser estruturais e de preferência metálicos, com ancoragem a cada 50 cm.

Sistema “V”

O Sistema V é uma solução de segurança composta por redes com corda perimetral fixada em um suporte metálico do tipo forca. Este sistema tem como objetivo eliminar o risco de queda de trabalhadores e objetos, especialmente na borda da edificação.

O Sistema de redes de segurança tipo V absorve o impacto de queda de pessoas e objetos, permitindo mais segurança na execução de estruturas de concreto, ao fechar completamente o perímetro da estrutura.

As redes de segurança devem possuir malha máxima de 60X60 mm (M60) e energia mínima de absorção de 2,3 kJ. Já para o suporte metálico tipo forca, a seção mínima deve ser de 60X60X3 mm e suas dimensões mínimas não podem ser menores que 8,0m (montante) X 2,5m (braço), espaçados no máximo a 5,00 m entre eles.

Lembre-se, todas as redes, assim como as cordas, DEVEM atender às normas ISO 2307 e EM 1263-1, além de ser necessário serem certificados pelo seu fabricante.