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Cinco vantagens do concreto usinado

20 de abril de 2021 | Geral | Nenhum comentário

Concreto usinado

O concreto usinado, também conhecido como concreto dosado em central (CDC), é preparado com um controle bastante rigoroso de materiais – areia, brita, cimento e aditivos – em empresas concreteiras e transportado para o canteiro de obras pelos caminhões betoneiros.

Isso garante que, na obra, o concreto vai se comportar de acordo com o que foi planejado e projetado. Já o concreto feito na obra em geral, possui baixa qualidade e alta variabilidade.

Talvez você se pergunte qual a principal diferença entre ele e o concreto preparado na obra, e a resposta é simples: o processo de preparo do concreto usinado acontece de forma dinâmica, com os produtos químicos sendo despejados em um recipiente para serem dosados, em proporções inferiores a 5% em relação à massa do cimento.

A finalidade destes aditivos é de modificar algumas propriedades do concreto ou garantir mais qualidade para melhorar o seu comportamento na utilização durante a obra.

Estes aditivos dependem do tipo de aplicação do concreto. Para concretos auto adensáveis são utilizados aditivos super plastificantes, por exemplo.

Para garantir a alta qualidade do concreto usinado, são obrigatórios alguns requisitos, como:

– Respeitar o meio ambiente, principalmente quanto à reciclagem;

– Equipamentos de preparação e transportes confiáveis;

– Um responsável técnico em laboratório de controle certificado;

– Garantia de procedência e qualidade dos insumos utilizados;

E quais as vantagens de utilizar o concreto usinado?

Neste artigo, vamos te mostrar pelo menos cinco vantagens da utilização do concreto dosado em central na sua obra.

  1. Economia

Com uma central dosadora é possível contar com uma maior exatidão na pesagem dos insumos. Com isso, pode-se evitar o desperdício de matérias-primas, há exigência de menos mão-de-obra e, consequentemente, reduz os custos da obra.

Utilizar uma central de concretagem fora do canteiro de obras também é vantajoso, garantindo maior espaço, uma vez que não há armazenamento do cimento no local.

  •  Controle de qualidade

A mistura para a obtenção do concreto usinado é realizada de forma controlada e monitorada em usinas de concreto, sempre seguindo as especificações trazidas pela NBR 7212/2012, que define os procedimentos para execução do concreto dosado em central com qualidade e segurança.

A NBR ainda define algumas operações de armazenamento de materiais, transporte, mistura, recebimento, dosagem, controle de qualidade e inspeção, critérios de aceitação e rejeição do controle interno da central de concreto.

  •  Responsabilidade

Ao optar pelo concreto dosado em central, a garantia da qualidade do produto é de responsabilidade da empresa de concretagem. Portanto, a entrega deve ser precisa e especificada de acordo com o projeto solicitado, oferecendo mais segurança ao construtor.

  •  Velocidade

A empresa concreteira tem capacidade de produzir um grande volume de concretagem de forma rápida e sem interrupções. Esta é uma grande vantagem para cumprir prazos e garantir elementos estruturais de qualidade, sem juntas frias ao longo da peça.

  • Meio ambiente

Como já comentamos, a fabricação de concreto usinado permite o controle de insumos, o que evita o desperdício de matéria-prima retirada do meio ambiente. Reduzindo a retirada de matéria-prima, geramos menos impactos ao meio ambiente.

Quando se está planejando uma obra menor, é comum que o concreto usinado seja descartado logo no início, mas não deveria! Vale lembrar que o CDC é fabricado de acordo com a necessidade de cada construção e tem um custo-benefício melhor se compararmos a outros tipos de concreto.

Portanto, podemos afirmar que não há restrições para o uso do concreto usinado em obras de construções civis. Este é um modelo que garante a segurança e a qualidade que um dos principais materiais da edificação deve oferecer.

Mas atenção: essa nem sempre é uma compra simples. Além do processo de cotação e compra, é preciso que haja uma fiscalização atenta pelo responsável da obra no planejamento, recebimento, execução e pós-execução. Assim, é possível garantir o sucesso na etapa da construção, com agilidade e qualidade.

Gostou deste artigo? No nosso blog você encontra outros textos sobre temas relevantes para a construção civil.  

NR18 – Redes de proteção coletiva

15 de abril de 2021 | Geral | Nenhum comentário

NR-18

Que as Normas Regulamentadoras são fundamentais para garantir a saúde e a segurança no canteiro de obras, todo mundo sabe. Cada uma delas se direciona a um tipo de serviço específico e determina as ações que irão garantir o bem-estar de todos os trabalhadores.

Posto isso, quando falamos do trabalho em altura, a Nr-18 trata de toda regulamentação para evitar quedas e assegurar que todos os equipamentos de proteção coletiva estejam presentes em todas as etapas do trabalho. Você sabe em detalhes quais são esses equipamentos? Continue a leitura e entenda melhor.

Sobre a NR-18

A NR-18 é uma norma que estabelece todas as diretrizes de planejamento, de organização e também medidas administrativas para implementação e controle de ações de segurança no setor da construção. Assim, dentre as medidas e equipamentos, se incluem as redes de proteção, que também possuem obrigatoriedades para que sejam instaladas, tais como:

  • Nome ou logotipo do fabricante
  • A capacidade mínima de absorção de energia da malha de 2,3 kJ
  • Selo do órgão certificador independente
  • Designação correta, conforme a norma EN 1263-1
  • Número de identificação
  • Data de fabricação e validade

As redes de proteção e as soluções Metroform

As redes de proteção são indispensáveis para evitar acidentes graves em trabalhos que envolvam altura, pois, por mais que o trabalhador esteja usando o seu EPI, ao estar executando um serviço em altura, ele ainda estará em risco devido a fatores como mau tempo, exposição ao sol, excesso de calor e chuva.

Além disso, após longas jornadas de trabalho, muitas vezes nestas condições, há uma maior probabilidade de ocorrência de falhas de segurança. Nestes momentos, as Redes de Proteção Coletiva são as que mais garantem a segurança do trabalhador.

Rede de Segurança Tipo U

A rede de proteção Tipo U é composta por uma rede de segurança fixada a uma estrutura de suporte na vertical. O objetivo principal é o impedimento de quedas na área de trânsito ou de trabalho onde é instalada, e para que a segurança seja mantida, evitando assim possíveis acidentes, é preciso fechar completamente todo o perímetro da construção.

O Sistema U de redes de segurança deve fechar todo o vão a ser protegido, permitindo montagens ou composições de redes. As redes devem possuir energia mínima de absorção de 2,3 kJ. A corda perimetral deve estar costurada em todas as cordas externas da malha da rede, enquanto a corda de união une as redes entre si, com nós a cada 50 cm e resistência mínima de ruptura à tração de 7,5 kN.

Para auxiliar na ancoragem da rede ao elemento de fixação, deve-se utilizar as cordas com resistência mínima de ruptura à tração de 20 kN. Já os elementos de fixação devem ser estruturais e de preferência metálicos, com ancoragem a cada 50 cm.

Além de ser importante para garantir a saúde e a segurança dos trabalhadores, é um sistema de fácil e rápida instalação que garante mais segurança por um preço acessível, protegendo-os de vãos, beiradas e sacadas durante a execução da obra ou antes da instalação dos guarda-corpos.

Rede de Segurança Tipo V

A solução de rede segurança  é formada por uma corda perimetral fixada em um suporte metálico do tipo forca. Este sistema de proteção coletiva foca em eliminar o risco de queda de trabalhadores e objetos, especialmente na borda da edificação ao fechar completamente a estrutura, permitindo mais segurança e eficiência na execução dos trabalhos.

O Sistema de redes de segurança tipo V deve possuir energia mínima de absorção de 2,3 kJ. Já para o suporte metálico tipo forca, a seção mínima deve ser de 60X60X3 mm e suas dimensões mínimas não podem ser menores que 8,0m (montante) X 2,5m (braço), espaçados no máximo a 5,00 m entre eles.

Com isso, a solução é projetada para trabalhar na vertical, formando um “L” invertido. Sendo assim, a rede é capaz de absorver o impacto de pessoas ou materiais da construção que venham a cair, sendo ideal para as estruturas de concreto, também protegendo os trabalhadores em vãos, beiradas e sacadas durante a execução da obra, ou antes da instalação dos guarda-corpos.

Outro ponto importante

A NR-18 traz as ações e equipamentos obrigatórios para garantir a segurança no trabalho no âmbito da construção, entretanto, é importante ressaltar que a norma não se refere apenas às construções novas, mas também inclui obras de demolição, de edifícios, de infraestrutura, pinturas, reparos, manutenção, limpeza, urbanização, paisagismo, etc.

Estar atento às NR’s e instalar todos os equipamentos de proteção coletiva no seu canteiro de obras são ações indispensáveis para garantir o bem-estar dos trabalhadores tanto nas áreas de execução do empreendimento, quanto nas áreas de vivência. Além disso, não podemos esquecer das multas e possíveis indenizações quando as exigências das normas não são cumpridas.

Não espere que acidentes ou fatalidades aconteçam nas suas construções, conte com a Metroform para te ajudar em todas as etapas das suas obras.

Sistemas construtivos: placas cimentícias

12 de março de 2021 | Geral | Nenhum comentário

Sistemas construtivos

No nosso país, o sistema construtivo mais habitual é o de alvenaria ou concreto pré-moldado. No entanto, nos últimos anos novos sistemas estão ganhando espaço, como é o caso das placas cimentícias.

Mas você sabe o que é uma placa cimentícia, como é a construção seguindo o seu uso e suas vantagens? Neste artigo explicaremos um pouco sobre o tema.

Em resumo, podemos definir placas cimentícias como componentes produzidos de forma industrial, com cimento e agregados minerais leves ou fibras, celulose, minerais, entre outros. Tudo isso confere alto padrão de qualidade e um material pronto para uso nas obras.

Para sua produção, as empresas utilizam a tecnologia CRFS – Cimento Reforçado com Fio Sintético, que permite projetos com maior versatilidade, rapidez na montagem e um excelente acabamento.

As placas cimentícias integram as técnicas de construção a seco. Você sabe o que são?

Construção a seco

O sistema de construção a seco é conhecido por ser uma técnica mais rápida, com durabilidade e qualidades parecidas ou superiores às construções de alvenaria, suportando tranquilamente choques com móveis, vibrações e outros problemas que podem vir a ocorrer dentro da moradia durante seu uso.

Uma das principais diferenças desse tipo de construção em relação à alvenaria tradicional, é justamente por exigir um tempo menor de obra, com menos materiais e consequentemente entulhos – o que faz desse sistema um método sustentável.

Essas construções dispensam argamassa e cimento na composição estrutural da obra. Dessa forma, o que confere a sustentação da casa são vigas e pilares.

Para construir a seco, podem ser utilizados materiais como madeira, gesso, placas cimentícias, aço galvanizado, dentre outros.

Em geral, além da sustentabilidade, há uma enorme vantagem de custo x benefício ao optar pela construção a seco, já que são obras mais rápidas e práticas.

A placa cimentícia

Como já abordado, são placas feitas industrialmente. O seu grande diferencial em relação às outras técnicas de construção a seco é a sua versatilidade, já que é disponível em diferentes cores, texturas e formatos. Tudo isso permite que a obra ganhe criatividade, mesmo em cronogramas bem definidos, permitindo diferentes tipos de acabamentos e revestimentos.

No geral, as placas cimentícias conferem:

  • Ampla versatilidade de uso, podendo ser utilizadas para paredes internas e externas, áreas secas e úmidas, fachadas, beirais e oitões, shafts, módulos construtivos, construção steel framing, dentre outros usos, incluindo até mesmo fechamentos curvos (paredes curvas);
  • Ótima relação de custo-benefício, já que há uma redução dos custos com mão de obra e com o desperdício de material, além do seu tempo de construção que é mais rápido – ou seja: quanto menos tempo para a construção, menos gastos com mão de obra;
  • Ganho de área útil e menor sobrecarga nas fundações e lajes, dentre outros benefícios já citados, como a redução dos custos e a sustentabilidade.    

Especificações

Como abordamos no início deste artigo, a tecnologia utilizada na fabricação das placas cimentícias é a CRFS – Cimento Reforçado com Fio Sintético. Há placas em diferentes comprimentos, como 2 metros, 2,40 metros e 3 metros. A largura é sempre a mesma, de 1,20 metro.

Durante a obra, a depender da necessidade, as placas podem ser cortadas com o uso de uma serra mármore, a fim de adequar o tamanho conforme o projeto.

O produto apresenta, de uma forma geral, uma performance técnica muito eficiente, já que é flexível, tem fácil manuseio, boa durabilidade, estabilidade e até mesmo resistência à umidade. Isso porque as placas são impermeáveis, podendo ser usadas em áreas secas ou molhadas.

Outro ponto positivo é que são não-inflamáveis, resistentes à flexão, intempéries, fungos, insetos, roedores, dentre outros. Elas também são não-oxidantes e resistentes a impactos.

Instalação

Na hora de instalar, é importante seguir algumas orientações.

  • O encontro das placas deve estar em um mesmo plano, com um espaçamento de 3 mm de espessura, utilizado para posterior preenchimento;
  • A fixação nessas regiões não deve estar a menos de 1,5 cm da borda da placa;
  • Como já dito, as placas permitem diferentes acabamentos, como revestimentos cerâmicos, tintas e vernizes acrílicos, argamassas, texturas, porcelanatos, laminados melamínicos, pastilhas, dentre outros;
  • Antes dos revestimentos serem aplicados, o painel deve estar limpo e seco;
  • No caso de placa cimentícia aparente, é recomendado que se aplique pintura incolor para que a superfície fique protegida;
  • O assentamento de revestimento cerâmico pede o uso de argamassas AC III;
  • É preciso deixar uma junta de dilatação entre o revestimento e as paredes de alvenaria ou pilares, evitando trincas ou descolamento em caso de movimentação da estrutura.

Importante ressaltar que todo o material deve estar em conformidade com a ABNT NBR 15498 – Placa de fibrocimento sem amianto — Requisitos e métodos de ensaio.

Gostou do artigo? No nosso blog você confere outros textos sobre sistemas construtivos e outros tópicos importantes que tangem o dia a dia da engenharia civil.

Entenda a importância do conforto térmico estrutural

9 de março de 2021 | Geral | Nenhum comentário

Conforto térmico

O conforto térmico é um conceito muito importante para a construção civil, ainda mais quando estamos falando sobre sustentabilidade, já que as técnicas visam criar um ambiente interno nem muito quente e nem muito frio.

O lema é: não importa que temperatura que está fazendo do lado de fora, dentro de casa está confortável. Assim, evita-se o uso de ventiladores, ar condicionado e aquecedores.  Mas, mais do que isso: uma casa se torna um lar de verdade quando o seu ambiente interno é agradável.

Então podemos dizer que a verdadeira importância desse conjunto de técnicas, além da economia de recursos com o menor uso de climatizadores, é o bem-estar gerado aos moradores de estar em um ambiente confortável.

Para alcançar esses resultados, o segredo mora nos materiais e nos métodos construtivos, assim como no entorno da construção. Vamos entender um pouco mais?

O que é conforto térmico?

Uma definição do arquiteto Victor Olgyay, um dos primeiros pesquisadores na área de design bioclimático, diz que o conforto térmico é  “aquele ponto no qual a pessoa necessita consumir a menor quantidade de energia para se adaptar ao ambiente circunstante”.

Sendo assim, trata-se de um ambiente com temperatura adequada ao considerar umidade relativa do ar, entrada de ventilação, isolamento de calor ou frio, dentre outros aspectos.

Esse resultado é alcançado por meio de estruturas, fechamentos, acabamentos e outros aspectos da obra adequados ao objetivo final.

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) estabeleceu que uma zona de conforto térmico aceitável é aquela que tem por volta de 20 a 23 graus Celsius no inverno e de 23 a 26 graus célsius durante o verão.

Com isso em mente, os arquitetos e engenheiros civis vão para a etapa seguinte: o projeto da obra seguindo esses conceitos:

Planejamento

Ainda na fase do projeto, é preciso entender sobre geometria solar e fluxo de ventos, além de ter em mãos os dados climáticos da região da habitação. Tudo isso servirá para projetar os ambientes em posições estratégicas, assim como os elementos das fachadas e materiais, afim de que tudo permita uma troca gasosa e térmica quando a obra estiver pronta.

O conforto térmico pode ser alcançado por meio de iluminação natural, entradas de ar estratégicas, aberturas na cobertura, dentre outros aspectos que abordaremos mais abaixo.

Plantas e flores, por exemplo, são elementos que auxiliam na umidificação do ambiente. Além disso, há também outras técnicas sustentáveis que evitam posteriormente o uso de climatizadores.

Pontos principais

Existem alguns pontos principais que precisam ser considerados para que seja possível garantir o conforto térmico em projetos de arquitetura. São eles:

Sol

É primordial entender a posição da habitação em relação ao sol, avaliando onde ele nasce e se põe. Por exemplo: em regiões quentes, é ideal que o sol não bata diretamente nas fachadas, de forma que absorvam menor calor.     

Vegetação

As plantas não auxiliam apenas no ambiente interno, mas especialmente no entorno da edificação. A vegetação, em locais quentes, é um ótimo recurso para criar sombras e também ventilar mais o local.

Distância entre as construções

Edificações muito próximas não têm espaço o suficiente para que haja ventilação. É importante que, entre as casas ou prédios, haja um recuo.

Telhado

Quando falamos de Brasil, um país quente, o ideal é sempre trabalhar a favor do vento – e o telhado pode auxiliar nessa tarefa.

Por isso, para que a residência seja mais fresca, é preciso que o telhado seja inclinado a favor do vento. Se não for o caso, ele pode interferir na trajetória do ar e criar um ambiente interno mais abafado.

Escolha dos materiais

Os materiais são parte importante da construção, já que eles impactam na rapidez com que as mudanças climáticas são sentidas no ambiente interno. É importante optar por materiais que isolem bem tanto o frio quanto o calor.

Janelas

É preciso planejar muito bem as janelas, sua quantidade e tamanhos, bem como a capacidade das superfícies de refletir o calor. Para isso, há opções de janelas térmicas que realizam o controle da temperatura.

Normas da ABNT e as NR’s

O guia para orientação sobre conforto térmico foi elaborado pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). E, na NBR 15575, um dos tópicos abordados são os 7 requisitos para a habitabilidade. Dentre eles está o conforto térmico.

Sendo assim, é preciso se levar em conta uma condição média, já que o nível de satisfação varia dependendo dos moradores e das características do imóvel em si. Também é preciso, como já abordamos nesse artigo, avaliar as características do local da obra e da própria edificação.

Já a NBR 15220 estabelece um zoneamento bioclimático, em diferentes regiões do Brasil, abrangendo um conjunto de recomendações e estratégias construtivas destinadas às habitações.

Gostou do artigo? No nosso blog você confere outros textos sobre construção civil, técnicas construtivas, normas técnicas e segurança nas obras.

Eficiência energética na construção civil

Um mundo em que a palavra de ordem é sustentabilidade, a eficiência energética na construção civil se faz necessária. As empresas precisam pensar em soluções para que os projetos consumam apenas a quantidade necessária de energia. As esquadrias podem ser verdadeiras aliadas nesse processo.

Afinal, a luminosidade, assim como a ventilação e a luz solar, são fatores fundamentais para a salubridade dos ambientes de um imóvel. E isso vale tanto para temperaturas mais quentes como o verão, assim como as mais frias, durante o inverno. Não é segredo para ninguém que um ambiente bem ventilado e iluminado é fundamental para manter as boas condições de saúde.

E em um país como o Brasil, que tem uma diversidade climática, com regiões secas ou úmidas, frias ou quentes, com maior ou menor umidade e variações meteorológicas, é imprescindível considerar essas diferenças na hora de projetar uma edificação. Uma janela com dimensão e posicionamento corretos, com uso de vidros e persianas proporciona ventilação, iluminação e maior conforto térmico ao usuário.

Além de contribuir para o bem-estar das pessoas que moram no imóvel, as esquadrias são verdadeiras aliadas no bolso, já que proporcionam uma boa economia com outros equipamentos domésticos como ar condicionado ou aquecedores. Vamos entender um pouco mais!

O que é eficiência energética?

Antes de falar da importância das esquadrias na construção civil, é preciso entender o que é eficiência energética.

Trata-se da utilização da energia da forma mais otimizada possível e que atenda aos requisitos de conforto, segurança e saúde. Os serviços devem utilizar a menor quantidade de recursos possíveis, mas tenha qualidade. Em edificações, por exemplo, a eficiência energética é um assunto a ser tratado em todas as fases do seu ciclo de vida.

Edificações eficientes são aquelas que atendem satisfatoriamente as demandas dos usuários partindo da premissa o consumo mínimo de energia ou integrado a sistemas de geração de energia.

Essas edificações eficientes têm múltiplas denominações e certificações como sustentáveis, “verdes” ou Zero Net Energia.

Um edifício com eficiência energética não deve apenas apresentar um consumo baixo de energia, ele também precisa atender aos requisitos de conforto ambiental dos usuários.

Não basta adotar uma ou duas soluções, mas sim um conjunto de estratégias que possibilitam a melhor solução técnica e econômica.

Embora a eficiência energética seja utilizada tanto para construções de residência ou edifícios, as soluções são diferentes para cada tipo de edificação.

Qual a função das esquadrias?

Tanto as janelas, como as portas e as fachadas cortinas tem como função:

  • Contato visual com o exterior;
  • Controle de luz natural e sombreamento;
  • Redução de ruídos sonoros;
  • Proteção contra intempéries;
  • Controle da entrada de poeira;
  • Umidade e ventilação natural;
  • Proporcionar segurança e privacidade;

Como saber se a esquadria é eficiente?

Para ser uma esquadria eficiência, ela precisa oferecer boa iluminação, ventilação e conforto térmico ao usuário, por isso é importante pensar no projeto e escolher o produto adequado.

Para isso, é preciso considerar no projeto da edificação o local onde será construída, a sua altura, os sistemas construtivos, a exposição as condições climáticas e os ruídos externos.

Para ter eficiência energética é preciso pensar ao projetar a área de iluminação e ventilação, assim como a orientação solar, tamanho dos cômodos, sem esquecer das possibilidades de soluções passivas como elementos de sombreamento ou vidros de controle solar. Para ter uma maior ventilação, é preciso maior área de abertura? Ou isso causaria aumento de calor? Qual seria a melhor solução? O uso de brises ou venezianas, por exemplo.

Outra maneira de exemplificar é pensar em um edifício. O conjunto é formado por caixilhos e vidro, sendo um dos pontos mais propícios a sofrer perdas de energia por transferência térmica. Para manter o conforto sem aumentar o consumo de energia, podem ser combinadas estratégias como esquadrias que garantam boa vedação ou uso de vidros duplos.

Normas regulamentadoras

Para especificar as esquadrias, a referência mais importante é a ABNT NBR 10.821 que abrange caixilhos fabricados em aço, alumínio, PVC e madeira. Essa norma avalia a qualidade e o desempenho pelos aspectos: 

– Vedação quanto a passagem de vento e água

– Segurança sobre forte rajada de ventos

– Segurança durante a sua utilização

– Desempenho acústico

– Conforto térmico

Outra norma que precisa ser atendida é a ABNT NBR 15.575 que trata do desempenho de edificações habitacionais. Existem três grupos de requisitos: segurança, sustentabilidade e habitabilidade. O primeiro trata-se segurança contra incêndios, já a sustentabilidade, a NBR 15.575 abrange a durabilidade e os impactos ambientais da obra. Para a habitabilidade, são sete requisitos exigidos:

– Estanqueidade da água

– Desempenho térmico

– Desempenho acústico

– Desempenho lumínico

– Funcionalidade e acessibilidade

– Conforto tátil

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Porque investir em ferramentas digitais na construção

1 de março de 2021 | Geral | Nenhum comentário

Tecnologia na construção

Acompanhar a obra na palma da mão deixou de ser uma expectativa para o mercado da construção civil e se tornou realidade com as ferramentas digitais. Os smartphones estão cada dia mais modernos e comportando um outro mercado em plena ascensão: os aplicativos. Juntos, formam uma verdadeira dupla infalível para quem está em busca de agilidade e qualidade no processo.

O uso das ferramentas digitais pode, inclusive, ser a diferença entre projetos que foram bem ou mal sucedidos – um estudo feito pela Escola de Administração da Universidade de Oxford, no Reino Unido, mostrou que mais de 90% dos projetos de infraestrutura no mundo terminam atrasados ou com o orçamento extrapolado.

Mais do que entregar o projeto na data certa, os aplicativos e ferramentas tecnológicas são verdadeiros aliados para otimizar o gerenciamento de equipes, empreiteiros, canteiros de obras, assim como todas as atividades que envolvam a construção de um empreendimento.

Ao investir em ferramentas digitais sua empresa estará:

E como isso acontece? É o que vamos entender um pouco melhor abaixo! Confira:

Reduzindo despesas

Economizar é a palavra de ordem de qualquer empresa, ainda mais em tempos de crise econômica como o mundo tem passado nos últimos meses. Buscar alternativas que contribuam para essa redução de despesas é mais do que essencial. Os aplicativos e ferramentas tecnológicas são grandes aliados para esse processo, já que possuem sistemas que otimizam diversas atividades de uma obra.

Um exemplo prático é a quantidade de ligações para telefone fixo, celular ou envio de mensagens que uma empresa faz ao longo de 30 dias. Esses custos podem ser reduzidos consideravelmente com uma ferramenta digital de gerenciamento – que permite trocar informações.

Quando o assunto é logística, também é possível economizar já que pedidos de materiais, vendas e relação com clientes consomem uma parte significativa dos recursos de uma empresa. Ferramentas de gestão como ERP (Sistema de Gestão Empresarial) podem resolver os processos.

Muitas vezes, o empresário acredita que está economizando ao deixar de investir em novas tecnologias, mas corre o risco de atrasar os projetos e gerar ainda mais despesas do que o necessário.

Entrega rápida

Entregar o projeto dentro do prazo ou até antes é uma das metas de qualquer empresa. Sabe-se que os atrasos são um dos fatores que mais contribuem para gastos além do previsto em um projeto. E o gerenciamento digital pode ser um grande aliado para que a meta seja atingida, uma vez que acelera os processos de forma significativa, já que facilita a automação e a transmissão de informações.

Imagine o tempo que se perde ao comunicar a ocorrência de um problema até a tomada efetiva de decisão para corrigi-lo? Sabemos que no ambiente da construção civil os imprevistos acontecem frequentemente e essa demora na comunicação pode atrasar outras atividades no canteiro de obras, dificultando o cumprimento dos prazos.

Diminuição de erros

Como já falamos o quanto é frequente os imprevistos nesse ambiente de trabalho, ter uma ferramenta que possibilite o profissional acompanhar e controlar o que está sendo executado, contribui para que sejam previstos erros, imprevistos e até alterações para o bom andamento das obras.

Além de diminuir os processos manuais que estão mais passíveis de erros do que os processos mecânicos.

Integração com os públicos

Um projeto envolve vários públicos e nem todos estão presentes no canteiro de obras, por isso, a troca instantânea de informações é uma vantagem para quem faz uso de ferramentas digitais na gestão de projetos.

A relação entre os departamentos facilita a resolução de pendências e questões que poderiam demorar dias para chegar até o responsável e serem solucionadas.

As equipes, desta forma, podem colaborar com um projeto, mesmo que não estejam presentes fisicamente, sem a necessidade de uma reunião para decidir sobre questões que precisam de ações imediatas para não afetar o cronograma.

Transparência no projeto

O uso de ferramentas digitais permite a visão real do andamento de cada obra ou projeto, garantindo a transparência entre os profissionais envolvidos e também com os clientes.

Sem contar ser uma vantagem para os profissionais envolvidos que trabalham tanto no escritório como no canteiro de obras já que conseguem acompanhar a atualização da obra em tempo real. A troca de informação fica de maneira organizada e simultânea, garantindo agilidade na entrega.

Disponibilizando documentos

Além da agilidade na troca de informação, os aplicativos ou ferramentas tecnológicas voltadas para a construção civil permitem o compartilhamento de desenhos, plantas, relatórios e demais documentos que estejam envolvidos no projeto.

Com o acesso a estes documentos a qualquer lugar, os profissionais podem tomar decisões estratégicas a respeito da construção, como por exemplo, modificações no projeto, alterações por conta de imprevistos, entre outros. Com essas informações é possível economizar no tempo e no dinheiro.

Mas como escolher qual aplicativo?

O ideal é encontrar aquele que atenda as reais necessidades dos projetos da sua empresa. A dica é dar preferência aos aplicativos que tenham funcionalidades simples e intuitivas, para que todos os colaboradores possam utilizá-los sem grandes dificuldades.

As ferramentas importantes que devem constar em aplicativos de gestão de projetos são:

– Gestão de tarefas.

– Gestão de equipes e profissionais;

– Emissão e envio de relatórios;

– Análise de produtividade e de resultados;

– Troca de dados e mensagens entre profissionais;

– Sistema de notificações;

– Envio de arquivos e documentos;

– Atribuição de prioridade para tarefas e atividades. Gostou do conteúdo?

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