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Gestão do SST: você está fazendo certo?

21 de maio de 2019 | Gestão | Nenhum comentário

“É melhor prevenir do que remediar!” Quem nunca ouviu essa frase? No que envolver a SST- Saúde e Segurança do Trabalho, a palavra prevenção é fator determinante para se evitar doenças, acidentes e até mortes no ambiente de laboral. No entanto, mesmo com tantos avanços tecnológicos e novas práticas inseridas no meio da construção civil, o setor ainda exige uma atenção especial quando o assunto é saúde e segurança no canteiro de obras.

 Com uma certa resistência de líderes e demais responsáveis pelas construções em investir no setor, já se observa os danos que são evidenciados em números muito precisos: segundo dados levantados no ano passado pelo antigo Ministério Público do Trabalho (MPT), os prejuízos causados por acidentes ou doenças em decorrência de atividades executadas no ambiente de trabalho giram em torno de R$ 4 bilhões aos cofres públicos e empresas privadas. Deste número, mais de R$ 1 bilhão é pago pela previdência social em benefícios acidentários. E entre os custos que envolvem estes problemas, pode-se incluir:

  • Contratação de funcionário temporário para substituir o acidentado;
  • Transporte e assistência médica de urgência;
  • Pagamentos de indenizações ou exames médicos;
  • Pagamentos de medicações em casos de doenças;
  • Afastamento do funcionário;
  • Paralisação do setor, máquinas e equipamentos;
  • Imagem negativa da empresa;
  • Equipamentos danificados;
  • Salário dos 15 primeiros dias após o acidente;
  • Embargo ou interdição fiscal.

Como queremos poupar o seu bolso e também diversas famílias que podem sofrer com a perda de um ente querido, listamos certas atitudes para você adotar na edificação, garantindo que a segurança no seu canteiro de obras esteja sempre presente, proporcionando assim, mais tranquilidade aos seus colaboradores e também mais qualidade e eficiência na construção.

  1. Contratação de profissionais qualificados;

Para que todo o trabalho seja executado eficientemente, é preciso que todos os envolvidos conheçam e saibam desempenhar bem suas funções. No setor da segurança, é essencial que a gestão tenha o conhecimento especializado para implantar todas as medidas e equipamentos de proteção.

  • Conscientização dos trabalhadores;

Um dos motivos que levam a acidentes e doenças no ambiente laboral é a falta de atenção e ausência dos equipamentos de segurança (EPIs) por parte dos trabalhadores. Desse modo, não adianta implanta um bom programa de SST se eles não compreendem a importância e não sabem quais atitudes e equipamentos usar. Por isso, é essencial que você faça essa conscientização e os informe o quanto é importante que todas as regras estabelecidas no programa devem ser seguidas para a proteção de todos.

  • Controle de riscos;

A análise dos fatores de risco na obra é essencial para que as medidas de controle sejam aplicadas de forma correta. Assim, o PCMAT (Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho) vem para auxiliar o trabalho do responsável por este setor. Desse modo, é primordial que todas as premissas do programa sejam seguidas e que a análise seja criteriosa para que todos os equipamentos necessários sejam instalados corretamente. Além disso, é através do PCMAT que são estabelecidas as ações e atitudes que devem estar presentes no canteiro de obras.

Dúvidas de como evitar acidentes e outros danos a sua construção? Baixe nosso ebook gratuito [Regras gerais de segurança de trabalho]

  • Conhecimento sobre a legislação;

A gestão do SST e as ações preventivas só serão implantas de maneira certa quando houver o conhecimento das legislações e normas que envolvem a saúde e a segurança no trabalho. Sendo assim, no ramo da construção civil, o profissional responsável pela segurança no canteiro de obras deverá conhecer bem as Normas Regulamentadoras e as Normas Brasileiras e também procurar estar sempre atento as possíveis mudanças. 

  • Atenção com os equipamentos de segurança;

Após a implementação dos programas e instalação dos equipamentos de proteção é preciso que o gestor de segurança crie uma rotina de verificação dos mesmos. Assim, entre suas ações do dia a dia, deverá ser incluído a checagem dos equipamentos de proteção coletiva e também verificar se todos os colaboradores estão usando suas EPIs. Estas são medidas mínimas que devem estar sempre presentes em seu canteiro de obras. Não espere que o pior aconteça, garanta a segurança e a saúde de seus colaboradores escolhendo equipamentos de proteção de qualidade. Conte com a Metroform para te ajudar!

O mercado da construção civil passa por constantes mudanças que visam melhorar cada vez mais os resultados e otimizar os processos. Portanto, é sempre interessante se manter informado sobre as tendências e inovações para ter uma gestão de sucesso.

E para gerenciar de maneira mais efetiva, conheça a Fábrica Virtual. A Fábrica Virtual é uma metodologia que permite analisar e coordenar o processo de forma mais concreta.

Todas as etapas e entregas são mensuradas, podendo reconhecer os acertos e os gargalos da produção e facilitando o entendimento e as soluções para os problemas.

O modelo é composto por três etapas:

  1. Maturidade em Gestão
  2. Fator de Competitividade
  3. Operation Follow Up e Fábrica Virtual

ETAPA 1 – Maturidade em Gestão

É medida através de 5 faixas, representadas por cores diferentes. Cada faixa representa os níveis do processo, o amadurecimento da gestão, e são elas as faixas branca, amarela, verde, marrom e preta, respectivamente, que significam:

  • Branca: esta faixa representa a criação da base de gestão com foco em resultados.
  • Amarela: a faixa amarela representa o desenvolvimento do controle de processo.
  • Verde: a verde simboliza o controle estatístico do processo.
  • Marrom: esta faixa significa o controle de entrega e satisfação do cliente.
  • Preta: a faixa preta simboliza a alta velocidade e gerenciamento interfuncional.

ETAPA 2 – Fator de competitividade           

A etapa de fator de competitividade desenvolve a mensuração do valor agregado, relacionando o custo nominal e a capacidade de agregar valor do processo, através da Matriz de Valor Agregado, representada na figura abaixo.

Fonte: Centro de Estudos Avançados – Aquila Schweiz AG, Zurich – Copyright Instituto Auila 2017

Após a finalização do processo, será possível chegar ao valor agregado através de análise do índice de desempenho do processo, do monitoramento de indicadores e se a meta foi atingida.

A partir da conclusão do processo será possível identificar também o custo nominal e o custo real. É comum entre os dois custos haver uma lacuna, chamada de Desperdício. O Desperdício é calculado através da soma de Desconexões e Disfunções.

Fonte: Centro de Estudos Avançados – Aquila Schweiz AG, Zurich – Copyright Instituto Aquila 2017

As Desconexões e Disfunções podem ser apuradas a partir de situações como:

  • Sobreposições e duplicidade de funções
  • Não ter estrutura integrada
  • Grande quantidade de cargos de hierarquia alta
  • Ausência de funções fundamentais para que o trabalho seja exercido corretamente
  • Nomenclatura inadequada das áreas
  • Falta de clareza sobre as funções
  • Não seguir a estrutura regulamentada

A gestão do processo é considerada positiva quando há um equilíbrio entre o Custo Nominal e o Valor Agregado.

ETAPA 3 – Operation Follow Up e Fábrica Virtual

O Operation Follow Up e a Fábrica Virtual, diferente do que muitos pensam, deve ser um processo contínuo para que tenha resultados positivos.

A implantação do Operation Follow Up e Fábrica Virtual se divide em 5 etapas, são elas:

  • Organizar a estrutura de gestão
  • Modelar e gerenciando os processos de negócio
  • Garantir a conformidade do processo
  • Estabelecer a gestão corporativa dos processos
  • Aprimorar as tecnologias de BPM

 As Fábricas Virtuais estão cada vez mais presentes em construções civis devido às suas inúmeras vantagens. Adotando este modelo, seus processos podem ter benefícios como maior controle de erros, maior acesso a indicadores, qualificação dos funcionários e, consequentemente, resultados mais positivos.

Para saber mais sobre metodologias e tendências na área de construção civil, continue acompanhando nosso blog!

A Construção Civil é considerada um termômetro da economia: se ela vai bem, a economia também vai. Estima-se que atualmente cerca de 13 milhões de pessoas trabalham neste setor, considerando empregos formais, informais e indiretos. A boa notícia é que o setor começa a sinalizar a retomada do crescimento e o aumento de contratações com carteira assinada nas obras já superam as demissões, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego.

Por que a retomada da construção civil é boa para o país?

construção civil é uma atividade na qual a mão de obra humana é muito necessária. Considerando esse aspecto, ela é fundamental na retomada da economia e uma das cadeias econômicas mais atuantes e que mais gera emprego – tanto que o reverso também é verdade já que quando a situação vai mal, temos como consequência o desemprego. Já na prática, a melhora do cenário na construção civil impacta em diversos outros campos da atividade econômica.

Podemos ver isso de perto a partir da realização de uma simples reforma ou de uma grande obra pública de infraestrutura, que envolve centenas de outros setores. Começando a princípio pela indústria que produzirá o material a ser utilizado pelas construtoras, seguido do setor de empreitada que dará início às obras, além do comércio que irá negociar o material fabricado e que deve ser comercializado para a realização da obra.

O espelho da economia

Ao menor sintoma de melhoras, é na construção civil que se pode observar os primeiros resultados positivos. Logo, para retomar esse ciclo de crescimento da economia é preciso investir e recuperar o nível de emprego dos trabalhadores nas obras. Além disso, o investimento em construção civil é fundamental para resolver a problema de demanda habitacional do país.

De acordo com um levantamento realizado pelo Secovi-SP em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) ,estima-se que, entre 2015 e 2025, o Brasil precisará construir mais 14,5 milhões de domicílios para suprir o déficit por moradia. A boa notícia é que desde 2017 o volume de lançamentos vem aumentando, sinais de recuperação que, gradualmente, tomam forma.

Mais do que ações que visam proteger os funcionários, uma construção civil precisa adotar algumas medidas para prevenir os trabalhadores de doenças laborais. É o que diz a NR-7, que faz parte das normas do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) e define o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), que regulamenta parte importante do sistema de saúde e prevenção de doenças laborais em uma empresa.

Todos os empregadores devem providenciar a elaboração de um PCMSO, independentemente do número de funcionários e grau de risco relacionado à atividade econômica. O objetivo é garantir a realização de exames médicos periódicos em determinados momentos, como na admissão, demissão, mudança de função ou retorno ao trabalho, para prevenir e controlar fatores potencialmente prejudiciais para a saúde do colaborador. É preciso emitir um Atestado de Saúde Ocupacional (ASO) sempre que um exame for realizado, em duas vias (uma para trabalhador e a outra para a empresa).

A elaboração do PCMSO é responsabilidade do médico do trabalho da empresa. Caso os Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) da companhia não contem com um médico em seu quadro, cabe à empresa indicar um médico do trabalho, funcionário ou não, para coordenar o programa. Vale ressaltar que o PCMSO prevê a necessidade de a instituição também estar equipada com materiais de primeiros socorros, que devem estar devidamente acondicionados e sob guarda de pessoa treinada para isso.

Como o PCMSO é apenas uma etapa em uma série de ações importantes para a garantia de um ambiente de trabalho seguro, é essencial que ele esteja bem relacionado com outras iniciativas em uma construção civil. Por exemplo, o programa deve ser sempre observado e deliberado pelo Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) da empresa, definido pela NR-09, e que funciona como uma espécie de fiscalizador da boa atividade profissional. Em outras palavras, o PPRA é responsável pelo planejamento que será implantado no PCMSO.

As responsabilidades da empresa e do colaborador

Segundo a NR-07, também é responsabilidade do empregador garantir que esses exames sejam realizados. Além disso, deve arcar com o custo da atividade e a organização do programa sem gerar ônus financeiros aos funcionários. Com o PCMSO, a empresa previne possíveis consequências jurídicas decorrentes do aparecimento de doenças ocupacionais.

Cabe ao trabalhador apenas não recusar a prestação de exames. Para os empregados, o programa proporciona condições de saúde para o desempenho de suas funções, o que minimiza a chance de arbitrariedades em caso de doença ou acidente.

Sua empresa cumpre o PCMSO? Conte-nos sua experiência nos comentários abaixo.

Mesmo os profissionais mais experientes da área de construção civil costumam ter dúvidas com relação aos materiais que devem usar na execução de um projeto. Itens de fundação e de acabamento costumam ser especificados. Mas quando o assunto é escoramento, qual a melhor opção: escora metálica ou de madeira? Muitos fatores podem influenciar na decisão.

As escoras são empregadas provisoriamente quando existe a necessidade de “segurar” cargas de estrutura de uma construção até que ela tenha resistência o suficiente para se sustentar sozinha. Alguns aspectos essenciais podem fazer a diferença na hora de escolha a melhor opção para a obra. Veja a seguir por qual motivo a escora metálica ganha essa disputa.

Produtividade

Um dos fatores que mais preocupa os profissionais da construção civil é o prazo de entrega, que está ligado a diversos fatores como clima, entrega de insumos e mão de obra qualificada. Em construções com um cronograma apertado, torna-se necessário o uso de equipamentos que permitam o ganho de agilidade no escoramento.

Equipamentos metálicos são previamente estudados e concebidos de acordo com o projeto de engenharia e podem ser até oito vezes mais eficientes que os de madeira, que nem sempre passam por certificações. Muitas obras ainda usam o escoramento de madeira, mas não costumam ter prazo definido para término da estrutura.

Armazenagem

As escoras metálicas ganham dos sistemas de madeira por um motivo simples: elas contam com um sistema mais simplificado para o momento da armazenagem. É possível, por exemplo, acomodar até 500 escoras em apenas três metros quadrados. Além disso, o sistema metálico é compatível com as exigências de carga mais comuns em obras de todos os portes.

Tempo

A escora metálica é de fácil manuseio e não exige mão de obra especializada. Por isso, quando comparada com a de madeira, o tempo de execução dos trabalhos com as escoras metálicas é cerca de cinco vezes menor. Isso porque as escoras de madeira têm baixa durabilidade e produtividade na montagem e desmontagem, execução demorada, pouca resistência nas ligações e nas emendas e grandes deformações quando submetidas às mudanças de temperatura e umidade.

Segurança

Nesse quesito, os equipamentos metálicos também se destacam. A estrutura é mais resistente, modular, em menor número, o que deixa a obra mais organizada, limpa e tem menos risco de provocar acidentes. Além disso, as escoras metálicas são produzidas conforme normas de segurança e seguem as exigências do Ministério do Trabalho e Emprego. Esse controle previne acidentes, pois dificilmente essas escoras sofrem avarias de rupturas das estruturas. Enquanto isso, as estruturas de madeira podem gerar detritos e resíduos, que dificilmente podem ser impedidos de aparecer e, dependendo o caso, podem causar interferências nos processos de construção.

Sustentabilidade

As escoras de madeira costumam ser fabricadas sem certificação e geram uma grande quantidade de resíduos em sua confecção. Além disso, sofrem danos que podem levar a grandes prejuízos mais facilmente. Já os sistemas metálicos são produzidos de forma segura e ecologicamente correta. Por utilizarem ferro em vez de madeira, podem ser reutilizados e reciclados até o fim de sua vida útil.

Qual escora sua empresa costuma utilizar nas obras? Conte-nos sua experiência.

Zelar pela segurança do trabalho no canteiro de obras é responsabilidade de todos os envolvidos no ramo da construção, que têm direitos e deveres bem definidos. Com esse assunto não se brinca!

Cabe aos empresários oferecerem as condições corretas para o trabalho, os equipamentos de segurança certificados e, principalmente, não descuidar de suas obrigações. Os colaboradores, por sua vez, precisam cumprir as regras, usar tais equipamentos e jamais negligenciar sua própria segurança.

A falta de segurança do trabalho na construção quase sempre pode resultar em acidentes, além de prejuízo e atrasos. A fiscalização do cumprimento das normas é feita por diversas entidades, como o Ministério do Trabalho e o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea).

Algumas orientações podem ajudar a manter a segurança do trabalho.

Planeje

A primeira delas é considerar as medidas de segurança no canteiro durante a fase de planejamento da obra. Seu custo não deve ser encarado como supérfluo. Em média, a cada um real gasto em segurança, três são economizados em custos de despesas médicas, acidentes e ações na justiça.

Cumpra as normas

Outra medida importante é se ater ao cumprimento de todas as normas editadas pelo Ministério do Trabalho. Tais normas de segurança do trabalho devem ser cumpridas por patrões e empregados tanto em seus direitos como em seus deveres. O mínimo deslize pode acarretar em penalidades para ambas as partes.

Cultura de prevenção

É fundamental criar uma cultura de prevenção de acidentes. O desenvolvimento de boas práticas só terão efeito duradouro se forem ações continuadas. A promoção de treinamentos e campanhas de conscientização cultivarão no empregado o sentimento de responsabilidade por sua segurança pessoal e de todos os seus colegas.

Equipamentos certificados

Quando considerados os benefícios que trazem, os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) certificados apresentam ótima relação custo-benefício para os empresários. Os EPIs são de uso pessoal e não devem ser divididos entre os funcionários. É direito de cada trabalhador ter um e o empresário, além de obrigado a fornecê-lo, tem direito de exigir seu uso durante as atividades em que são necessários. A recusa sem justificativa abre espaço para demissão.

Rigor

Responsáveis por canteiros de obras devem ser sempre rigorosos no cumprimento das normas de segurança no trabalho exigindo disciplina de todos os colaboradores. Nunca deixe uma ocorrência sem o devido tratamento, fazendo valer os acordos de trabalho existentes e as normas de segurança vigentes.

Avaliação periódica

Reveja periodicamente a efetividade de sua política de segurança do trabalho. Cada estágio de uma obra requer diferentes procedimentos, que devem ser ajustados e estar em conformidade com a fase em que o trabalho se encontra. Manter a limpeza e organização do canteiro de obras, o descarte eficiente do entulho, coordenar o recebimento de materiais e ajustar o cronograma para evitar estresse são algumas dessas medidas.