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Avaliações para agentes de riscos, segundo a NR-09

28 de fevereiro de 2019 | Normas | Nenhum comentário

A NR-09 é voltada para análise de agentes de riscos dentro da construção civil. A norma, que entrou em vigor em 1978, estabelece premissa para assegurar o trabalhador dos riscos ambientais dentro do canteiro de obras. Com isso, classificam-se como este tipo de risco os agentes físicos, químicos e biológicos.

Segundo a Norma Regulamentadora, é responsabilidade do empregador implementar o PPRA (Programa de Prevenção e Riscos Ambientais), juntamente com todas as medidas de segurança no ambiente, para que o trabalhador fique isento de qualquer risco à saúde ou de vida. Contudo, o colaborador também recebe suas obrigações, ficando responsável por participar e seguir todas as prescrições estabelecidas dentro do PPRA.

Sobre os riscos ambientais

Nas disposições dessa NR encontramos o que é classificado como agentes de riscos. No critério 9.1.5.1, consideram-se agentes físicos toda a forma de energia que exponha o trabalhador a riscos, como: ruído, temperaturas extremas, vibrações, pressões anormais, radiações ionizantes e não ionizantes, como o infrassom e o ultrassom. Logo, no item 9.1.5.2, os agentes químicos são todas as substâncias, produtos ou qualquer outro composto que consiga penetrar na pele ou no organismo por via respiratória ou por ingestão em forma de gases, como poeiras, névoas, fumos, neblinas, entre outros. Já, na proposição 9.1.5.3, classificam-se como agentes biológicos as bactérias, fungos, bacilos, parasitas, protozoários, vírus, etc.

Sobre o PPRA

O Programa de Prevenção de Riscos Ambientais visa garantir a saúde e proteção de todos os trabalhadores na obra. Através da documentação e análises do programa, é possível mapear os riscos e tomar todas as medidas necessárias para que sejam reduzidos consideravelmente. No entanto, para uma implementação correta do PPRA na construção civil, a Norma Regulamentadora exige uma estrutura mínima, em que fica pré-estabelecido:

a) planejamento anual com estabelecimento de metas, prioridades e cronograma;

b) estratégia e metodologia de ação;

c) forma do registro, manutenção e divulgação dos dados;

d) periodicidade e forma de avaliação do desenvolvimento do PPRA.

Documentação para implementação do PPRA

Para que haja uma implementação adequada, é estipulado também uma documentação base, em que as empresas deverão apresentar: antecipação e reconhecimento dos riscos; estabelecimento de prioridades e metas de avaliação e controle; avaliação dos riscos e da exposição dos trabalhadores; implantação de medidas de controle e avaliação de sua eficácia; monitoramento da exposição aos riscos; registro e divulgação dos dados. Todas as ações estabelecidas na NR 09 são essenciais para garantir a saúde e a segurança do trabalhador no ambiente laboral. Por esse motivo, observa-se como a implementação do PPRA e análise de todos os agentes de riscos é essencial para a proteção de todos. Desse modo, verifique todas as condições da construção, observe os equipamentos necessários, confira a documentação base e implemente o PPRA no canteiro de obras para garantir melhores condições de trabalho a todos os seus colaboradores.

A segurança dos trabalhadores é um elemento muito importante no ambiente laboral. No entanto, sabemos que o risco com quedas é algo muito presente nas construções civis. Com isso, a NR- 18.18, uma das mais importantes normas estabelecidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), determina regras a serem cumpridas para reduzir este perigo nas obras, garantindo que o trabalhador fique mais seguro e que tenha todos os dispositivos de segurança durante a execução de seu trabalho. De modo geral, o intuito desta norma é prevenir:

  • Tábuas e telhas mal encaixadas;
  • Rompimento de telhas;
  • Calçados e vestimentas inadequadas para o trabalho em telhados e coberturas;
  • Escorregamento em telhados e escadas molhadas ou úmidas por falta de proteção;
  • Intoxicação ou aparecimento de patologias devido a inalação de gases ou poeiras ocasionadas pela função na obra;
  • Ferimentos ou óbitos de trabalhadores dentro da construção civil devido a quedas.

Com isso, para que todas estas perturbações sejam evitadas, e que haja mais segurança aos trabalhadores e também todos os equipamentos necessários sejam disponibilizados, a NR 18.18 dispõe de algumas premissas. Em resumo, fica estabelecido que:

Todo trabalho de execução, reforma ou manutenção em coberturas ou telhados deverão passar por uma verificação de Permissões de Trabalho ou Ordens de Serviço, em que será elaborado e informado todas as medidas de segurança a serem adotadas;

Na execução do trabalho, todas as ferramentas de segurança estabelecidas pelo profissional habilitado deverão ser usadas;

Torna-se obrigatório a instalação de cabos guia e de segurança, fixando suas extremidades em estruturas definitivas da obra, juntamente com o uso do cinto de segurança;

Durante o trabalho nos telhados e coberturas a sinalização é obrigatória, assim como o isolamento da área para não apresentar riscos provenientes de quedas de equipamentos ou de algum material.

As atividades em coberturas e telhados serão proibidas quando houver emissão de gases, provenientes ou não da construção.

O trabalho nas coberturas e telhados será extremamente proibido quando houver locais escorregadios ou em casos de chuvas e ventos fortes.

A centralização ou o sobrepeso de cargas em telhados e coberturas também fica proibido.

Garantir que estas diretrizes sejam seguidas é extremamente importante para a vida do trabalhador, evitando que acidentes fatais aconteçam durante o processo da construção. Em vista disso, é importante que todos conheçam as suas obrigações e as entendam, para que possam segui-las corretamente, evitando sérios problemas devido a falta de segurança. Informe-se mais sobre as NRs e veja como o fator de segurança é imprescindível para sua obra.

Alteração da NR-18

Medidas de proteção contra queda



Dúvidas em PCMAT e NR-9? Vamos esclarecê-las!

1 de fevereiro de 2019 | Normas, Sustentabilidade | Nenhum comentário

Conforme dissemos no post sobre as Normas técnicas no uso da Segurança do Trabalho, as Normas Regulamentadoras (NRs) têm o objetivo de assegurar o bem-estar do colaborador no ambiente de trabalho. Essas normas são diretrizes estabelecidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e são direcionadas para determinar ações que devem ser tomadas para prevenir possíveis acidentes e doenças e garantir a segurança do trabalhador.

       Entre essas NRs, as NR – 9 (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA) e NR – 18 (Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria de Construção – PCMAT) são as mais comentadas na área de Construção Civil. Mas afinal, o que são essas normas, qual a importância delas e como elas se relacionam entre si?

NR – 9 (PPRA)

O Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA), apesar de parecer algo relativo ao meio ambiente e à natureza devido ao nome, diz respeito ao ambiente de trabalho e é previsto na Norma Regulamentadora 9. Este programa deve ser adotado por empresas de todos os segmentos, que tenham pelo menos 1 colaborador contratado como CLT, e propõe que essas empresas identifiquem possíveis problemas que possam ser prejudiciais ao trabalhador, para assim, buscar maneiras de prevenir antes que eles ocorram.  

Para isso, devem ser realizados 3 passos:

  • Reconhecimento
    É nesta fase que devem ser identificados os potenciais perigos.
  • Avaliação
    Nesse momento deve ser decidido quais elementos realmente oferecem riscos aos trabalhadores e o grau de gravidade deles.
  • Controle
    Após ter feito um levantamento dos potenciais perigos, é preciso colocar em prática as medidas necessárias para extinguir ou diminuir os riscos.

            Para criar o PPRA não é necessário ser profissional da área, o próprio empresário pode elaborar. Mas, o mais recomendado é contratar os serviços de especialistas, refazendo o programa a cada 1 ano, ou um período menor caso haja riscos novos nesse meio tempo.

NR – 18 (PCMAT)

            Previsto no Ministério do Trabalho e Emprego (TEM) através da Norma Regulamentadora 18, o Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria de Construção (PCMAT), assim como o PPRA, visa supervisionar a obra, mas de uma maneira mais rígida, contemplando os riscos de todas as fases. O programa deve ser adotado em empresas de construção civil com mais de 20 funcionários, mas sem abrir mão do PPRA (NR – 9).

O PCMAT também é um conjunto de iniciativas que garantem a segurança do trabalhador de obras. Porém, é muito mais completo e detalhado que o PPRA. Ele contém um número bem maior de itens e adota também outros programas, como o próprio PPRA e o PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional), visando se tornar um único programa de prevenção, muito mais forte. Por ser um programa mais aprofundado, o PCMAT deve ser elaborado por profissionais da área de Segurança do Trabalho.

Como a NR-9 e o PCMAT se relacionam?

Como dito anteriormente, a NR-9(PPRA) e o PCMAT(NR-18) têm o mesmo objetivo e trabalham juntos em empresas que possuem mais de 20 funcionários, se complementando. Por isso, podemos dizer que o PCMAT deve obedecer à NR-9 cumprindo as exigências desta norma, fazendo com que o programa seja mais completo e que os trabalhadores fiquem mais seguros em todas as etapas do trabalho.

Normas Regulamentadoras de Segurança do Trabalho

30 de janeiro de 2019 | Normas | Nenhum comentário

As normas de Segurança do Trabalho têm por finalidade garantir o bem-estar do trabalhador, zelando pela sua segurança e assim, proporcionar uma boa execução do trabalho. Todas as normas e técnicas conceituadas como Normas Regulamentadoras (NRs), são diretrizes estabelecidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Sendo assim, elas são direcionadas para determinar um conjunto de ações multidisciplinares a serem aplicadas no ambiente laboral para que a haja a prevenção de doenças relacionadas a ocupação e também evitar acidentes no local de trabalho.

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), todo ano, aproximadamente, 1,1 milhão de pessoas morrem por doenças relacionadas a atuação profissional ou por acidentes no trabalho. Deste dado levantado pela OIT, foi constatado que 25% são somente de registros dentro da construção civil, ocasionados pelas más condições do ambiente. Dentre as principais causas de acidentes seguidos de morte nas obras, estão problemas com instalações elétricas e quedas por falta de equipamentos de segurança.

Devido a isto, observa-se a importância do surgimento das normas e leis relacionadas a segurança no trabalho. Vale ressaltar que quando um acidente acontece, não só o empregador sai prejudicado com os atrasos na entrega da construção e com as multas, mas também o empregado, pois a obra pode ficar embargada por um longo tempo.  Abaixo, apresentamos as Normas Regulamentadoras, para consulta:

• NR 01 – Disposições gerais;

• NR 02 – Inspeção prévia;

• NR 03 – Embargo ou interdição;

• NR 04 – Serviços especializados em engenharia de segurança e em medicina do trabalho – SESMT;

• NR 05 – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – Cipa;

• NR 06 – Equipamentos de Proteção Individual – EPI;

• NR 07 – Programas de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO;

• NR 08 – Edificações;

• NR 09 – Programas de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA;

• NR 10 – Segurança em instalações e serviços em eletricidade;

• NR 11 – Transporte, movimentação, armazenagem e manuseio de materiais;

• NR 12 – Segurança no trabalho em máquinas e equipamentos;

• NR 13 – Caldeiras, vasos de pressão e tubulações;

• NR 14 – Fornos;

• NR 15 – Atividades e operações insalubres;

• NR 16 – Atividades e operações perigosas;

• NR 17 – Ergonomia;

• NR 18 – Condições e meio ambiente de trabalho na indústria da construção;

• NR 19 – Explosivos;

• NR 20 – Segurança e saúde no trabalho com inflamáveis e combustíveis;

• NR 21 – Trabalho a céu aberto;

• NR 22 – Segurança e saúde ocupacional na mineração;

• NR 23 – Proteção contra incêndios;

• NR 24 – Condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho;

• NR 25 – Resíduos industriais;

• NR 26 – Sinalização de segurança;

• NR 27 – Registro profissional do técnico de segurança do trabalho (Revogada pela Portaria GM n.º 262, 29/05/2008);

• NR 28 – Fiscalização e penalidades;

• NR 29 – Segurança e saúde no trabalho portuário;

• NR 30 – Segurança e saúde no trabalho aquaviário;

• NR 31 – Segurança e saúde no trabalho na agricultura, pecuária silvicultura, exploração florestal e aquicultura;

• NR 32 – Segurança e saúde no trabalho em estabelecimentos de saúde;

• NR 33 – Segurança e saúde no trabalho em espaços confinados;

• NR 34 – Condições e meio ambiente de trabalho na indústria da construção e reparação naval;

• NR 35 – Trabalho em altura;

• NR 36 – Segurança e saúde no trabalho em empresas de abate e processamento de carnes e derivados;

Conhecer e entender bem todas estas normas não é só importante para construtoras, engenheiros ou técnicos da segurança do trabalho, mas também para o trabalhador. Desta forma ele fica por dentro de seus direitos e obrigações na construção civil, para que ele observe e cobre todos os equipamentos de segurança necessários, se prevenindo de futuras doenças e assegurando que não aconteça nenhum acidente durante seu trabalho. Ficou curioso sobre o que cada NR propõem? Continue acompanhando o nosso blog, nos próximos textos explicaremos melhor sobre elas e como auxiliam na segurança do trabalhador.


O aluguel de equipamentos no geral tem se tornado uma boa opção para as construtoras, levando-se em consideração o alto valor de investimento, o custo de logística, armazenamento, manutenção e projetos pós-obra.

locação de sistemas de escoramento metálicos vêm crescendo substancialmente, desde de pequenas residências, passando por comércios, até chegar em grandes empreendimentos, obras de infraestruturas e indústrias no geral, isso porque locadoras mais estruturadas oferecem um pacote completo de fornecimento, auxiliando no oferecimento do melhor projeto e equipamentos, na logística e na reutilização do sistema dentro dos canteiros de obras, esse modelo de atendimento e gestão permite uma economia no custo global de contratação.

No entanto, é preciso tomar alguns cuidados para evitar multas na hora da devolução dos materiais ao fornecedor. Afinal, ninguém quer ser surpreendido com valores significantes de indenizações do contrato por conta de perdas e avarias, não é mesmo?

Confira na sequência algumas medidas muito simples que ajudam a minimizar as perdas e o impacto das indenizações de peças no final da obra. E repare que tudo é uma questão de gestão e treinamento de todos os envolvidos no processo.

Uma das principais medidas que auxiliam em todo o processo é nomear um administrativo de obras para cuidar da gestão dos equipamentos: acompanhando as retiradas, a movimentação dos equipamentos dentro do canteiro e a devolução das peças no pátio da locadora.

Este profissional deve passar por um treinamento básico com os técnicos da locadora, afim de conhecer as peças que compõem o sistema, como devem ser acomodadas, armazenadas e manuseadas em obra.

Cuidado na hora da contratação

O primeiro passo para reduzir as chances de ter de pagar multas é dar atenção à contratação em si. O gestor da obra deve procurar a empresa que ofereça o pacote mais completo de atendimento, com atenção na solução técnica, quantidade de equipamento que será utilizado, o que está sendo considerado como aproveitamento das etapas, logística facilitada, manutenção e consequentemente melhor flexibilidade comercial de negociação.

Durante o processo de contratação da locação de equipamentos, deve se avaliar quais os custos de reparos e os preços de reposição das peças que farão parte do projeto, normalmente equipamentos importados tem seus preços indexados em outras moedas, o que pode resultar em menor desconto, ou até inflexibilidade de negociação ao indenizar a empresa no final do contrato. Aqui, toda atenção é válida para não ter surpresas desagradáveis no final da obra.  

Treinamento da equipe operacional


Para obter o máximo de produtividade e sucesso nas atividades de montagem do escoramento é importante treinar a equipe de campo, orientando a todos sobre o projeto, quais etapas e cronogramas de execução, qual equipamento será utilizado nas sequências de montagem, treinamento básico sobre os procedimentos de montagem, e quais os custos inerentes do mau uso, ou uso indevido das peças.

É importante também a conscientização dos operários de como o equipamento deve ser separado e armazenado durante o processo de desmontagem, inclusive demonstrando que a organização das peças facilita seu remanejamento para as próximas etapas e mantém a obra limpa e sem risco de acidentes.

Acompanhamento da logística dos equipamentos

Outro ponto chave é acompanhar as conferências nas retiradas dos equipamentos no depósito da locadora, avaliando as listas e quantidades de materiais e o estado de conservação das peças, antecipar-se avaliando e reservando o melhor local para acomodação dos equipamentos no canteiro de obras. É muito importante que o Administrativo de obras tenha conhecimento de quais equipamentos serão utilizados em cada etapa, assim poderá avaliar a necessidade de retirada, remanejamento e devolução de peças, um bom estudo e projeto normalmente precedem de uma análise apurada do menor índice de movimentação de cargas. Tomando estes cuidados, diminui-se a margem de perda de peças.

Quando chegar o momento das devoluções dos equipamentos ao depósito da locadora, antes de executar a carga, faça um planejamento de como acomodar as peças, normalmente a locadora pode lhe auxiliar nesta tarefa, com isso você irá diminuir o número de fretes, acomodar o equipamento de uma forma que facilite a descarga e será mais fácil a contagem dos itens. É importante antes da carga, separar todos os equipamentos por família e fazer uma lista de itens e contagem prévia, facilitando qualquer identificar qualquer divergência durante o processo de conferência no depósito da locadora.

Armazenamento

O armazenamento dos equipamentos deve ser feitos de forma a se evitar as perdas, as peças menores podem ser concentradas em caixotes e contadas a cada etapa de remanejo dentro da obra, as peças maiores como, escoras, painéis, diagonais tubulares e vigas, separadas por famílias, deixando no canteiro somente o que for utilizado na próxima etapa. É importante que as peças não fiquem espalhadas e muito menos em locais onde há oportunidades de acidentes, como passagem de pessoas e veículos.

Para facilitar o recolhimento das peças, recomenda-se destinar uma pequena área de armazenagem de apoio, próxima ao local da montagem, para ser deslocada juntamente com as frentes de serviços.

Os equipamentos identificados como avariados ou que não faça mais parte das próximas etapas, devem ser imediatamente separados e devolvidos para à locadora, evitando a perda, extravio e gastos desnecessários com aluguéis.

Manuseio

Alguns cuidados no manuseio de peças e equipamentos podem parecer bobos, mas fazem toda a diferença no final da obra. Lavar cada peça após seu uso, para eliminar restos de concreto e argamassa, é fundamental. Peças com roscas (forcados, barras de ancoragem e parafusos) devem ser constantemente limpas e lubrificadas, como medidas preventivas e para facilitar sua utilização nas próximas etapas.

Outra dica é usar desmoldante nas peças com maior contato com o concreto, para facilitar a limpeza. Também é recomendado lavar as peças com jatos d’água logo após a concretagem, antes do concreto endurecer, para evitar a adesão de crostas de massa, que podem dificultar o manuseio e os encaixes.

Para a montagem e a fixação de algumas peças é necessário o uso de ferramentas adequadas, como chave de boca, de catraca, chaves especiais para desforma e martelo. Portanto, não utilize ferramentas inadequadas que possam danificá-las. Aliás, não se esqueça de usar martelo com proteção da cabeça de borracha.

Você já coloca em prática algumas dessas medidas para evitar as altas indenizações de escoramento no final das suas obras? Compartilhe com a gente as suas experiências! 


São muitos os riscos que podem ameaçar a segurança e a saúde em uma construção civil. Para proteger e tornar mais seguro o dia a dia desses profissionais, é importante que o trabalhador use o Equipamento de Proteção Individual (EPI), descrito na NR-06, que faz parte das normas regulamentadoras do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego). São eles: óculos de proteção, luva, capacete, protetor auricular e máscara, calçados, cinturão, macacão, mangas, proteção de tronco, respirador e protetor facial.

Mas como saber se o funcionário está em risco e precisa de um EPI? Segundo a NR-06, compete ao Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho – SESMT, ouvida a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – recomendar ao empregador o EPI adequado à atividade. Nas empresas desobrigadas a constituir SESMT, cabe ao empregador selecionar o equipamento apropriado ao risco, mediante orientação de profissional, ouvida a CIPA o designado e trabalhadores usuários.

Entender a importância do EPI é essencial para que tanto o trabalhador quanto o empregado respeitem as regras e normas que regulamentam seu uso. Para o profissional, o equipamento garante sua saúde e bem-estar ao evitar acidentes graves e o desenvolvimento de doenças ou enfermidades. Já para a empresa, a norma reduz futuros riscos, principalmente ao evitar acidentes que podem gerar indenizações ou perdas de funcionários. Além disso, a empresa evita ter que pagar adicionais de insalubridade ou periculosidade em determinados casos.

Segundo a norma, a empresa é obrigada a fornecer os equipamentos gratuitamente aos empregados, em perfeito estado de conservação e funcionamento sempre que outros equipamento de proteção coletiva não eliminem todos os riscos de acidentes do trabalho. Além disso, é obrigatório quando as medidas de proteção coletiva ainda estão sendo colocadas na obra ou em situações de emergência.

Cabe ao empregador:

  • Adquirir o equipamento conforme o risco de cada atividade;
  • Exigir seu uso;
  • Fornecer o equipamento aprovado pelo órgão nacional competente;
  • Orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado, guarda e conservação;
  • Substituir o equipamento caso seja danificado ou extraviado;
  • Responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica;
  • Comunicar ao MTE caso observe alguma irregularidade;
  • Registrar o seu fornecimento ao trabalhador.

Já ao funcionário cabe:

  • Usar apenas para a finalidade a que se destina;
  • Responsabilizar-se pela guarda e conservação;
  • Comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso;
  • Cumprir as determinações do empregador sobre o uso adequado.

Grandes indústrias buscam fabricar equipamentos de proteção mais eficientes a cada ano, com menor custo e mais proteção ao trabalhador. De acordo com a NR-6, um EPI de fabricação nacional ou importado só pode ser colocado à venda com a indicação do Certificado de Aprovação (CA), expedido pelo órgão nacional competente no trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego.

Sua empresa faz uso de EPI? Conte-nos sua experiência nos comentários abaixo.