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Normas técnicas para construções sustentáveis

3 de dezembro de 2020 | Normas | Nenhum comentário

construções sustentáveis

Sustentabilidade é um termo cada vez mais presente. Significa toda e qualquer ação que visa suprir as necessidades do ser humano sem comprometer o meio ambiente e o futuro das próximas gerações. E, como em todo setor, o da construção civil também registra uma forte tendência para construções sustentáveis.

Cada vez mais obras visam seguir esses critérios e cada vez mais profissionais da área da construção civil ou se especializam ou buscam aprender mais sobre construções sustentáveis. Como toda construção, esse tipo de obra segue alguns requisitos e tem algumas normas técnicas que regulam e guiam tais projetos.

As construções sustentáveis são aquelas que não agridem o meio-ambiente e buscam oferecer o melhor conforto térmico para, assim, reduzir o consumo de energia. Geralmente, contam com sistemas de captação de energia solar, reutilização de água da chuva, bem como mais uma série de outras ações que visem minimizar os impactos ao meio ambiente provocados pela construção civil tanto a curto, quanto a longo prazo.

É conhecido que as obras da construção civil são responsáveis por geraram uma quantidade expressiva de resíduos sólidos que, se não descartados e tratados corretamente, causam impactos negativos ao meio ambiente. Esse é, também, um dos setores econômicos que mais consomem recursos naturais e energia. Por isso é preciso pensar, cada vez mais, em sustentabilidade.

Basicamente, uma construção sustentável pode envolver:

– Soluções para iluminação, climaterização;

– Gestão ecológica da água;

– Tratamento de água e esgoto;

– Uso de energias renováveis ou de menor consumo;

– Redução dos materiais que causam alto impacto na natureza;

– Canteiro de obras que dê bem-estar e segurança aos trabalhadores;

– Destinação correta dos resíduos gerados antes e durante a construção.

Para isso, é muito importante que os profissionais da área entendam as normas técnicas de uma construção sustentável, para realizar projetos e construções seguindo todos esses critérios.

Quais são elas e qual a importância de segui-las?

 E já que a sustentabilidade na construção civil não envolve apenas o projeto da obra, mas também como todos os outros pontos abordados acima, é muito importante que os profissionais da área sigam as normas técnicas.

Seguir as normas técnicas também garante maior qualidade e segurança nas obras, tanto pensando na hora da construção, quanto pensando na estrutura dela a longo prazo, evitando problemas futuros.

De acordo com o SEBRAE, são 26 normas técnicas para construções sustentáveis atualmente, desde normas que abordam os critérios para a permanência de trabalhadores em um canteiro de obras (sendo esse o primeiro passo para uma construção sustentável), até as normas sobre aquecimento solar, para redução do consumo de energia.

Há também informações sobre transbordo e triagem, informando sobre a gestão corretas dos resíduos sólidos, evitando da melhor forma os impactos ao meio ambiente, bem como informações sobre iluminação natural, tijolo de solo-cimento e reaproveitamento de água da chuva.

As normas técnicas que regem as construções sustentáveis são:

  • ABNT NBR 12284:1991 – Áreas de vivência em canteiros de obras;
  • ABNT NBR 15112:2004 – Resíduos da construção civil e resíduos volumosos – Áreas de transbordo e triagem – Diretrizes para projeto, implantação e operação;
  • ABNT NBR 15114:2004 – Resíduos sólidos da construção civil – Áreas de reciclagem;
  • ABNT NBR 7229:1993 Versão Corrigida: 1997 – Projeto, construção e operação de sistemas de tanques sépticos;
  • ABNT NBR 13969-1997 – Tanques sépticos – Unidades de tratamento complementar e disposição final dos efluentes líquidos – Projeto, construção e operação;
  • ABNT NBR 15527:2007 – Água de chuva – Aproveitamento de coberturas em áreas urbanas para fins não potáveis – Requisitos;
  • ABNT NBR 15215:1:2005 – Iluminação natural – Parte 1: Conceitos básicos e definições;
  • ABNT NBR 15215:2:2005 – Iluminação natural – Parte 2 – Procedimentos de cálculo para a estimativa da disponibilidade de luz natural;
  • ABNT NBR 15215:3:2005 Versão Corrigida: 2007 – Iluminação natural – Parte 3 – Procedimentos de cálculo para a determinação da iluminação natural em ambientes internos;
  • ABNT NBR 15215-4 2005: Iluminação natural – Parte 4: Verificação experimental das condições e iluminação interna de edificações – Método de medição;
  • ABNT NBR 14899-1:2002 – Blocos de vidro para a construção civil – Parte 1: Definições, requisitos e métodos de ensaio;
  • ABNT NBR 5413:1992 – Iluminância de interiores;
  • ABNT NBR 13699:1996 – Sinalização horizontal viária – Tinta à base de resina acrílica emulsionada em água – Requisitos e método de ensaio;
  • ABNT NBR 9781:1987 – Peças de concreto para pavimentação – Especificação;
  • ABNT NBR 10834:1994 Bloco vazado de solo-cimento sem função estrutural – Especificação;
  • ABNT NBR 10835-1994 – Bloco vazado de solo-cimento sem função estrutural – Forma e dimensões – Padronização;
  • ABNT NBR 8491:2012 Tijolo de solo-cimento – Requisitos;
  • ABNT NBR 15747-1:2009 Sistemas solares térmicos e seus componentes – Coletores solares – Parte 1: Requisitos gerais
  • ABNT NBR 15569:2008 Sistema de aquecimento solar de água em circuito direto – Projeto e instalação;
  • ABNT NBR 11877:1991 – Sistemas fotovoltaicos – Especificação;
  • ABNT NBR 15575-1:2013 – Edificações habitacionais – Desempenho Parte 1 – Requisitos gerais;
  • ABNT NBR 15575-2:2013 – Edificações habitacionais – Desempenho Parte 2 – Requisitos para os sistemas estruturais;
  • ABNT NBR 15575-3:2013 – Edificações habitacionais – Desempenho Parte 3 – Requisitos para os sistemas de pisos;
  • ABNT NBR 15575-4:2013 – Edificações habitacionais – Desempenho Parte 4 – Requisitos para os sistemas de vedações verticais internas e externas – SVVIE;
  • ABNT NBR 15575-5:2013 – Edificações habitacionais – Desempenho Parte 5 – Requisitos para os sistemas de coberturas;
  • ABNT NBR 15575-6:2013 – Edificações habitacionais – Desempenho Parte 6 – Requisitos para os sistemas hidrossanitários.

O SEBRAE ainda disponibiliza, de forma gratuita, uma coleção gratuita onde explica como as normas técnicas podem ajudar as empresas nas construções sustentáveis, explicando o uso de cada norma citada acima. Estando ciente das normas, o profissional é capaz de gerir construções sustentáveis com qualidade e segurança.

NR-28: conheça as principais penalidades

4 de novembro de 2020 | Normas | Nenhum comentário

As normas regulamentadoras estabelecidas pelo Ministério do Trabalho são muito importantes para garantir mais segurança e saúde às pessoas no exercício de sua profissão. Neste artigo, vamos abordar a NR-28, que trata da fiscalização e das penalidades que podem ser aplicadas às empresas de construção civil que não seguirem estas normas previamente estipuladas. 

No caso da NR-18, a sua principal meta é garantir segurança aos trabalhadores. Para isso, ela conta com uma série de itens que são vinculados às normas trabalhistas previstas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Resumindo, a NR-28 regula a supervisão dos agentes fiscais do trabalho e também as penalidades que podem ser aplicadas a uma empresa caso ela esteja atuando de forma irregular. Desta forma, ao descumprir as medidas de segurança e medicina do trabalho, as empresas podem sofrer multas graves. 

A NR-28 foi criada em 1978 e é revisada de tempos em tempos. A última atualização foi feita em 2017, alterando o nível de infrações relacionados à exposição de benzeno aos funcionários e o valor das multas conforme o número de trabalhadores da empresa.

Fiscalização e Penalidades

A NR-28 é dividida em dois anexos. O primeiro, Anexo I, fala sobre as fiscalizações, apontando as questões que tangem as condições de trabalho e possíveis irregularidades que podem gerar multas para as empresas. 

Qualquer empresa poderá receber a visita de um agente fiscal do trabalho, que inspeciona e verifica se tudo está de acordo com as normas. Nas visitas, eles avaliam todas as condições para, caso seja necessário, notificar a empresa. 

Se for constatada irregularidades, o fiscal poderá notificar os empregadores por meio de um auto de infração e conceder prazos para a correção das irregularidades. 

Esse prazo é de 60 dias, podendo ser prorrogado por até 120, caso a empresa entre com uma solicitação até 10 dias após a notificação. Neste prazo de 10 dias, a empresa também pode recorrer sobre cada item em que foi notificada. 

Já as penalidades são aplicadas conforme o quadro de funcionários – quanto maior a empresa e maior a infração, maior é a multa aplicada. Tudo isso pode ser verificado no quadro de classificação das infrações, no Anexo II. 

Construção Civil 

É muito importante que as empresas estejam sempre atentas às normas reguladoras, a fim de evitar acidentes de trabalho, priorizando a saúde do trabalhador, bem como gastos e dor de cabeça desnecessários que seriam evitados ao seguir todas as regras.

É comum que as empresas sejam penalizadas por erros em máquinas e equipamentos. Aqui, entram fatores como falta de manutenção, operação com defeito, treinamento do uso da máquina sem atualização, falta de proteção, mau uso do equipamento, dentre outros. 

Também são comuns erros com equipamentos de proteção coletivas e individuais, ao utilizar os equipamentos sem inspecionar corretamente, com projeto e orientação inexistentes ou ineficientes (como quando há projeto, mas o mesmo não é obedecido), falta de controle dos EPIs, dentre outros.

Há ainda erros nas ações de segurança dentro da obra, como falta do controle dos riscos, falta de segurança no projeto, falta de atuação da CIPA, grande número de trabalhadores para poucos técnicos de segurança, falta de estudos de Análise de Risco, PCMAT, PPRA e PCMSO ineficazes, SESMT sem representação e afins. 

De uma forma geral, é muito importante que sua empresa esteja atenta em todas as normas regulamentadoras, sempre dando muita atenção na segurança da obra, dos equipamentos e na saúde dos funcionários. 

Confira, na íntegra, o Anexo I da NR-28

28.1 FISCALIZAÇÃO.

28.1.1 A fiscalização do cumprimento das disposições legais e/ou regulamentares sobre segurança e saúde do trabalhador será efetuada obedecendo ao disposto nos Decretos nº 55.841, de 15/03/65, e nº 97.995, de 26/07/89, no Título VII da CLT e no § 3º do art. 6º da Lei nº 7.855, de 24/10/89, e nesta Norma Regulamentadora – NR.

28.1.2 Aos processos resultantes da ação fiscalizadora é facultado anexar quaisquer documentos, quer de pormenorização de fatos circunstanciais, quer comprobatórios, podendo, no exercício das funções de inspeção do trabalho, o agente de inspeção do trabalho usar de todos os meios, inclusive audiovisuais, necessários à comprovação da infração.

28.1.3 O agente da inspeção do trabalho deverá lavrar o respectivo auto de infração à vista de descumprimento dos preceitos legais e/ou regulamentares contidos nas Normas Regulamentadoras Urbanas e Rurais, considerando o critério da dupla visita, elencados no Decreto nº 55.841, de 15/03/65, no Título VII da CLT e no § 3º do art. 6º da Lei nº 7.855, de 24/10/89.

28.1.4 O agente da inspeção do trabalho, com base em critérios técnicos, poderá notificar os empregadores concedendo prazos para a correção das irregularidades encontradas.

28.1.4.1 O prazo para cumprimento dos itens notificados deverá ser limitado a, no máximo, 60(sessenta) dias.

28.1.4.2 A autoridade regional competente, diante de solicitação escrita do notificado, acompanhada de exposição de motivos relevantes, apresentada no prazo de 10 (dez) dias do recebimento da notificação, poderá prorrogar por 120 (cento e vinte) dias, contados da data do Termo de Notificação, o prazo para seu cumprimento.

28.1.4.3 A concessão de prazos superiores a 120 (cento e vinte) dias fica condicionada à prévia negociação entre o notificado e o sindicato representante da categoria dos empregados, com a presença da autoridade regional competente.

28.1.4.4 A empresa poderá recorrer ou solicitar prorrogação de prazo de cada item notificado até no máximo 10 (dez) dias a contar da data de emissão da notificação.

28.1.5 Poderão ainda os agentes da inspeção do trabalho lavrar auto de infração pelo descumprimento dos preceitos legais e/ou regulamentares sobre segurança e saúde do trabalhador, à vista de laudo técnico emitido por engenheiro de segurança do trabalho ou médico do trabalho, devidamente habilitado.

28.2 EMBARGO OU INTERDIÇÃO.         

28.2.1 Quando o agente da inspeção do trabalho constatar situação de grave e iminente risco à saúde e/ou integridade física do trabalhador, com base em critérios técnicos, deverá propor de imediato à autoridade regional competente a interdição do estabelecimento, setor de serviço, máquina ou equipamento, ou o embargo parcial ou total da obra, determinando as medidas que deverão ser adotadas para a correção das situações de risco.

28.2.2 A autoridade regional competente, à vista de novo laudo técnico do agente da inspeção do trabalho, procederá à suspensão ou não da interdição ou embargo.

28.2.3 A autoridade regional competente, à vista de relatório circunstanciado, elaborado por agente da inspeção do trabalho que comprove o descumprimento reiterado das disposições legais e/ou regulamentares sobre segurança e saúde do trabalhador, poderá convocar representante legal da empresa para apurar o motivo da irregularidade e propor solução para corrigir as situações que estejam em desacordo com exigências legais.

28.2.3.1 Entende-se por descumprimento reiterado a lavratura do auto de infração por 3 (três) vezes no tocante ao descumprimento do mesmo item de norma regulamentadora ou a negligência do empregador em cumprir as disposições legais e/ou regulamentares sobre segurança e saúde do trabalhador, violando-as reiteradamente, deixando de atender às advertências, intimações ou sanções e sob reiterada ação fiscal por parte dos agentes da inspeção do trabalho.

28.3 PENALIDADES.         

28.3.1 As infrações aos preceitos legais e/ou regulamentadores sobre segurança e saúde do trabalhador terão as penalidades aplicadas conforme o disposto no quadro de gradação de multas (Anexo I), obedecendo às infrações previstas no quadro de classificação das infrações (Anexo II) desta Norma.

Para conferir a NR 28 completa e acessar o Anexo II, em que dispõe sobre as penalidades, acesse.  

O setor da construção civil está sempre buscando avanços que tragam melhorias e possibilitem a modernização do setor. E com a legislação não seria diferente: publicada em fevereiro de 2020, o novo texto da Norma Regulamentadora 18 traz alterações com o objetivo melhores condições de segurança dos trabalhadores.

As mudanças foram anunciadas pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia e entram em vigor um ano após a data de sua publicação. Até lá, é importante estar atento as mudanças para se adequar.

Quer ficar por dentro das atualizações dessa norma essencial e garantir a segurança do seu canteiro de obrar? Confira agora as mudanças propostas pela NR 18.

Novas condições para espaços de Vivência

O novo texto da NR-18 traz mudanças em relação à área de vivência das obras. Como bem sabemos, a área de vivência em um canteiro de obra é uma medida essencial para proporcionar bem-estar aos trabalhadores, e deve oferecer espaços adequados para refeições, higiene pessoal, descanso e lazer. A nova proposta da NR-18 agora determina a quantidade de vasos sanitários, chuveiros e bebedouros, além disso:

  • Normatiza o uso de banheiro químico em frentes de trabalho
  • Define carga horária mínima de treinamento teórico e prático para o exercício de cada atividade.

Além disso, a norma traz outra mudança importante para o bem estar dos trabalhadores, proibindo a utilização de containers marítimos para fins de alojamento, vestiário, escritório de obra, etc.

Gestão de segurança  

A nova norma regulamentadora 18 fortalece os requisitos para a gestão de segurança. Além de vincular a necessidade de identificação de perigos e avaliação de riscos, o texto confere mais responsabilidades aos especialistas que atuam nas áreas de segurança e saúde do trabalho nos canteiros, definindo quais são as responsabilidades e obrigações dos engenheiros e dos técnicos.

Outra importante mudança pautada pela lei no que se refere a gestão de segurança do canteiro, foi em relação ao Programa de gerenciamento de riscos (PGR). A proposta é fazer com que cada canteiro de obra elabore e implemente seu próprio PGR, substituindo o PCMAT e o PPRA, dessa forma a obrigação passa a ser da construtora responsável.

Modernização das técnicas e medidas de proteção

A Norma Regulamentadora 18 ainda traz um avanço importantíssimo para a indústria da construção civil, passando a valorizar a adoção de técnicas de trabalho mais modernas e a adoção de equipamentos, tecnologias e outros dispositivos que propiciem avanço tecnológicos em segurança, higiene e saúde dos trabalhadores nas atividades construtivas.

Ficou com dúvidas em relação ao novo texto da NR 18? A proposta do novo texto é modernizar e simplificar a norma, tornando-a mais eficiente, mas sem causar prejuízos para a saúde e segurança do trabalhador no ambiente da indústria da construção. Continue acompanhando nosso blog e fique por dentro das últimas notícias e atualizações sobre a legislação na construção civil!

Nr-23: proteção contra incêndios

17 de março de 2020 | Normas, Segurança na obra | Nenhum comentário

Os riscos de incêndios dentro da construção civil podem ser altos durante a etapa de obra, caso não sejam seguidas todas as normas e legislações vigentes de segurança.  Desse modo, além de cumprir à risca a NR 23, Norma Regulamentadora que estabelece diretrizes importantes para garantir a saúde e a segurança de todos em casos de incêndios, é importante também que todos saibam como agir diante de alguma situação com fogo.

Assim, sabendo da importância da prevenção de acidentes, não só na etapa de construção, mas também durante toda a vida útil do empreendimento, vamos esclarecer um pouco mais sobre a NR- 23 e as principais ações que você deve manter em seus empreendimentos para evitar incêndios e, consequentemente, outras complicações mais graves no canteiro de obras. Confira!

A NR-23

A Norma Regulamentadora 23 estabelece ações específicas para a proteção contra incêndios. Nela, há todas as medidas importantes que as empresas devem manter, como a equipe do canteiro de obras de agir para prevenir ou conter o fogo e também as instalações que devem estar presentes, tanto na fase de construção, quanto após a entrega do empreendimento.

As obrigações da empresa

Como os riscos de incêndio estão presentes em todo tipo de construção, nenhuma empresa fica isenta de cumprir a NR 23. Desse modo, entre as disposições gerais, é obrigatório:

  • Ter equipamentos suficiente e de fácil acesso para conter o fogo em seu início;
  • Projetar saídas do tamanho adequado para a retirada de todos os trabalhadores em casos de incêndio;
  • Sinalizar e dispor de mecanismo de proteção contra incêndio;
  • Oferecer o treinamento adequado a equipe para que utilizem corretamente os equipamentos de prevenção e contenção de incêndios.

Pontos de atenção estabelecidos pela NR

Em vista das disposições gerais, há alguns detalhes que merecem a atenção dos Engenheiros e dos demais responsáveis pela segurança, para que se evite fatalidades no canteiro de obras. Por essa razão, destacamos os principais pontos de atenção e que você deve manter em seus empreendimentos. Confira:

  • Placas de sinalização em todas as áreas necessárias;

Quanto maior o empreendimento mais importante será o uso de placas para indicar a saída correta em casos de incêndios. Além disso, a obra precisar ter uma sinalização que indique a rota de fuga até os lugares mais seguros e se preocupar também com a iluminação adequada para cada tipo de ambiente.

  • As saídas precisam ser livres;

Tão necessárias quanto as placas, as saídas também devem ser livres e desobstruídas. Sendo assim, estes locais não podem ser utilizados como depósitos ou almoxarifados, ou seja, é essencial que não apresente materiais e ferramentas guardados. Com isso, é fundamental que no caminho, as portas não fiquem sempre trancadas ou com passagens restritas.

  • Os treinamentos são indispensáveis;

Outra disposição extremamente relevante da norma, é em relação aos treinamentos, em que a empresa fica responsável por oferecê-los periodicamente aos seus funcionários para que todos saibam como agir em situações de risco.

Os principais objetivos dessa diretriz da Nr-23, são:

  • Evitar situações de pânico em casos de incêndio;
  • Informar todos os colaboradores o sinal correto de alarme de incêndio;
  • Instruir todos do canteiro de obras para que saibam evacuar o local corretamente e em boa ordem;
  • Verificar que a sirene seja ouvida por todos e em qualquer área da construção;
  • Informar cada funcionário sobre suas tarefas e responsabilidades em situações de incêndio.
  • É importante que saibam usar o extintor correto para cada tipo de fogo; 

Como dissemos acima, os treinamentos são indispensáveis para que os colaboradores saibam conter o fogo logo em seu início. Isso ocorre, porque o fogo é dividido em classes. São elas:

  • Classe A: materiais de fácil combustão e que deixam resíduos (fibra, madeira, papel, tecido, etc.).
  • Classe B: substâncias que queimam superficialmente e que não deixam resíduos (gasolina, tintas, óleo, graxas, vernizes, etc.).
  • Classe C: queima de equipamentos elétricos em funcionamento (motores, fios, transformadores, quadros de distribuição, etc.).
  • Classe D: substâncias pirofóricos (titânio, magnésio, zircônio, etc.). 

Assim, fica estabelecido os seguintes tipos de extintores para cada classe do fogo:

  • Extintores de “espuma” para os tipos A e B de fogo;
  • Extintores de “água pressurizada” para fogos de classe A;
  • Extintores de “dióxido de carbono” para tipo A (apenas no início) e para as classes B e C de fogo;
  • Extintores “químico seco” para as classes B e C;
  • O método de abafamentos com o uso de areia poderá ser utilizado para fogos de classes B e D e o abafamento por meio de limalha de ferro pode ser adotado para fogos do tipo D;
  • Outros tipos de extintores ou métodos só poderão ser utilizados com autorização do responsável pela segurança do local;

Gerir corretamente o programa de SST dentro do canteiro de obras também envolve a preocupação com os riscos de incêndios. Continue acompanhando o nosso blog e baixando os nossos materiais e esteja sempre por dentro de todas as ações importantes que você deve manter em seu canteiro de obras para garantir a saúde e o bem-estar de todos os seus trabalhadores.

NR-18: O que é Proteção de Periferia?

5 de março de 2020 | Normas | Nenhum comentário

Um empreendimento de qualidade deve seguir à risca algumas diretrizes obrigatórias estabelecidas pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego). As Normas Regulamentadoras (NR) tratam de procedimentos técnicos referentes à segurança no trabalho para garantir a segurança dos operários. A NR-18 é uma das principais regras da construção civil, estabelecendo as condições e a gestão dos canteiros de obra. Ela trata de medidas de proteção contra queda em alturas. Entre as diretrizes está a proteção de periferia.

Proteção de Periferia é um termo designado para o conjunto de equipamentos de Proteção Coletiva (EPC), que garante a segurança de operários e evita a queda em trabalhos executados em altura nos canteiros de obras.

A regra estabelece que, na periferia da edificação, seja instalada a proteção do tipo guarda-corpo, contra quedas de trabalhadores e a projeção de materiais, a partir do início dos serviços de concretagem da primeira laje. Com anteparos rígidos, o protetor de periferia deve ser usado também no fosso dos elevadores, nas escadas, entre lajes a serem concretadas e as já concretadas.

O perímetro da construção deve ser fechado com tela a partir da plataforma principal. A tela funciona como uma barreira protetora contra projeção de materiais e ferramentas e deve ser instalada entre as extremidades de duas plataformas de proteção consecutivas, só podendo ser retirada quando a vedação da periferia estiver concluída, ou seja, quando as paredes formarem uma barreira contra o risco de quedas.

As plataformas devem ser mantidas sem sobrecarga que prejudique a estabilidade de sua estrutura. Mas, como cada etapa de uma construção envolve riscos diferentes, é preciso estar atento aos diversos métodos de proteção coletiva para evitar quedas e problemas com a fiscalização.

A proteção de periferia é indispensável nas suas construções? Já conseguiu evitar acidentes ao utilizá-la? Conte para a gente.

Certificação LEED: conheça os benefícios

3 de fevereiro de 2020 | Normas, Sustentabilidade | Nenhum comentário

A sustentabilidade passou a ser questão de responsabilidade social. O público, em geral, está muito mais ligado às questões socioambientais, por isso, diversos setores tem buscado cada vez mais adotar práticas sustentáveis e tem ganhado muito com isso, tanto que, segundo um levantamento feito em 2017 pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), em parceria com a Fundação Brasileira dos Bancos (Febraban), mais de 10% das carteiras dos bancos brasileiros já correspondem a empresas que colocam essas preocupações entre as prioridades.

E no setor da construção civil não podia ser diferente. Você que nos acompanha sabe que a construção civil é uma das grandes responsáveis pela poluição, através de produção de resíduos e o grande consumo de insumos, como a água, mas isso está mudando. Você já conhece as principais ações para uma construção sustentável, que tal conhecer um sistema de classificação de construções verdes e seus benefícios?

Leadership in Energy and Environmental Design, LEED, como é conhecida, é um sistema de classificação de construções sustentáveis criada pelo United States Green Building Council (USGBC) em 1993. Essa certificação, hoje mundialmente reconhecida, foi criada com o intuito de promover e incentivar práticas sustentáveis na construção civil e contempla um sistema abrangente de padrões englobam todos os aspectos dentro de projetos de construção civil, do processo de desenvolvimento até a construção.

Benefícios da certificação LEED

A certificação LEED exige que sejam cumpridos uma série de requisitos, no entanto, os benefícios são enormes. Vamos conhecer alguns:

Econômicos

  • Diminuição dos custos operacionais
  • Diminuição dos riscos regulatórios
  • Valorização do imóvel
  • Modernização e menor obsolescência da edificação

Sociais

  • Melhorias na segurança e saúde dos trabalhadores durante a execução das obras
  • Inclusão social e aumento do senso de comunidade
  • Capacitação profissional
  • Conscientização de trabalhadores e usuários
  • Incentivo a fornecedores com maiores responsabilidades socioambientais
  • Aumento da satisfação e bem estar dos usuários
  • Estímulo a políticas públicas de fomento a Construção Sustentável

Ambientais

  • Uso racional e redução da extração dos recursos naturais
  • Redução do consumo de insumos, como água e energia
  • Implantação consciente e planejada
  • Mitigação dos efeitos das mudanças climáticas
  • Uso de materiais e tecnologias de baixo impacto ambiental
  • Redução, tratamento e reuso dos resíduos da construção e operação.

O que achou da certificação LEED? Em 5 passos você também pode adquirir a certificação da sua obra:

1-        Registro do projeto junto ao USGBC via plataforma LEED online: https://lo.usgbc.org/

2- Coleta de informações pelo time de projetos:Os pré-requisitos e créditos do LEED devem ser documentados ao longo das etapas do projeto e obra, juntamente com formulários padronizados, com cálculos e evidências.

3- Submissão: Com o material reunido, o administrador do projeto deve submeter a documentação a análise. A documentação deve ser submetida em duas etapas, a primeira após o projeto e a segunda etapa após a construção final.

4- Análise da documentação: O material será analisado e se necessário serão solicitadas informações adicionais ou esclarecimentos

5- Certificação: Após a análise final, o projeto então receberá uma pontuação, sendo:

  • Certified: de 40 a 49 pontos
  • Silver: de 50 a 59 pontos
  • Gold: de 60 a 79 pontos
  • Platinum:  80 pontos ou mais

Como você pôde ver, a Certificação LEED possui muitos requisitos. Uma construção verde considera, além dos sistemas construtivos e materiais, detalhes que contemplam desde o design até o projeto de engenharia. É preciso levar o meio ambiente em conta em cada detalhe do projeto, considerar os impactos ambientais a longo prazo, planejando uma arquitetura inteligente, pensando na eficiência energética da obra. Gostou desse conteúdo? Fique por dentro de mais assuntos relacionados a sustentabilidade e boas práticas na construção civil. Continue acompanhando nosso blog e baixe nossos materiais gratuitos!