Categoria: Segurança na obra

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O setor da construção civil está sempre buscando avanços que tragam melhorias e possibilitem a modernização do setor. E com a legislação não seria diferente: publicada em fevereiro de 2020, o novo texto da Norma Regulamentadora 18 traz alterações com o objetivo melhores condições de segurança dos trabalhadores.

As mudanças foram anunciadas pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia e entram em vigor um ano após a data de sua publicação. Até lá, é importante estar atento as mudanças para se adequar.

Quer ficar por dentro das atualizações dessa norma essencial e garantir a segurança do seu canteiro de obrar? Confira agora as mudanças propostas pela NR 18.

Novas condições para espaços de Vivência

O novo texto da NR-18 traz mudanças em relação à área de vivência das obras. Como bem sabemos, a área de vivência em um canteiro de obra é uma medida essencial para proporcionar bem-estar aos trabalhadores, e deve oferecer espaços adequados para refeições, higiene pessoal, descanso e lazer. A nova proposta da NR-18 agora determina a quantidade de vasos sanitários, chuveiros e bebedouros, além disso:

  • Normatiza o uso de banheiro químico em frentes de trabalho
  • Define carga horária mínima de treinamento teórico e prático para o exercício de cada atividade.

Além disso, a norma traz outra mudança importante para o bem estar dos trabalhadores, proibindo a utilização de containers marítimos para fins de alojamento, vestiário, escritório de obra, etc.

Gestão de segurança  

A nova norma regulamentadora 18 fortalece os requisitos para a gestão de segurança. Além de vincular a necessidade de identificação de perigos e avaliação de riscos, o texto confere mais responsabilidades aos especialistas que atuam nas áreas de segurança e saúde do trabalho nos canteiros, definindo quais são as responsabilidades e obrigações dos engenheiros e dos técnicos.

Outra importante mudança pautada pela lei no que se refere a gestão de segurança do canteiro, foi em relação ao Programa de gerenciamento de riscos (PGR). A proposta é fazer com que cada canteiro de obra elabore e implemente seu próprio PGR, substituindo o PCMAT e o PPRA, dessa forma a obrigação passa a ser da construtora responsável.

Modernização das técnicas e medidas de proteção

A Norma Regulamentadora 18 ainda traz um avanço importantíssimo para a indústria da construção civil, passando a valorizar a adoção de técnicas de trabalho mais modernas e a adoção de equipamentos, tecnologias e outros dispositivos que propiciem avanço tecnológicos em segurança, higiene e saúde dos trabalhadores nas atividades construtivas.

Ficou com dúvidas em relação ao novo texto da NR 18? A proposta do novo texto é modernizar e simplificar a norma, tornando-a mais eficiente, mas sem causar prejuízos para a saúde e segurança do trabalhador no ambiente da indústria da construção. Continue acompanhando nosso blog e fique por dentro das últimas notícias e atualizações sobre a legislação na construção civil!

Nr-23: proteção contra incêndios

17 de março de 2020 | Normas, Segurança na obra | Nenhum comentário

Os riscos de incêndios dentro da construção civil podem ser altos durante a etapa de obra, caso não sejam seguidas todas as normas e legislações vigentes de segurança.  Desse modo, além de cumprir à risca a NR 23, Norma Regulamentadora que estabelece diretrizes importantes para garantir a saúde e a segurança de todos em casos de incêndios, é importante também que todos saibam como agir diante de alguma situação com fogo.

Assim, sabendo da importância da prevenção de acidentes, não só na etapa de construção, mas também durante toda a vida útil do empreendimento, vamos esclarecer um pouco mais sobre a NR- 23 e as principais ações que você deve manter em seus empreendimentos para evitar incêndios e, consequentemente, outras complicações mais graves no canteiro de obras. Confira!

A NR-23

A Norma Regulamentadora 23 estabelece ações específicas para a proteção contra incêndios. Nela, há todas as medidas importantes que as empresas devem manter, como a equipe do canteiro de obras de agir para prevenir ou conter o fogo e também as instalações que devem estar presentes, tanto na fase de construção, quanto após a entrega do empreendimento.

As obrigações da empresa

Como os riscos de incêndio estão presentes em todo tipo de construção, nenhuma empresa fica isenta de cumprir a NR 23. Desse modo, entre as disposições gerais, é obrigatório:

  • Ter equipamentos suficiente e de fácil acesso para conter o fogo em seu início;
  • Projetar saídas do tamanho adequado para a retirada de todos os trabalhadores em casos de incêndio;
  • Sinalizar e dispor de mecanismo de proteção contra incêndio;
  • Oferecer o treinamento adequado a equipe para que utilizem corretamente os equipamentos de prevenção e contenção de incêndios.

Pontos de atenção estabelecidos pela NR

Em vista das disposições gerais, há alguns detalhes que merecem a atenção dos Engenheiros e dos demais responsáveis pela segurança, para que se evite fatalidades no canteiro de obras. Por essa razão, destacamos os principais pontos de atenção e que você deve manter em seus empreendimentos. Confira:

  • Placas de sinalização em todas as áreas necessárias;

Quanto maior o empreendimento mais importante será o uso de placas para indicar a saída correta em casos de incêndios. Além disso, a obra precisar ter uma sinalização que indique a rota de fuga até os lugares mais seguros e se preocupar também com a iluminação adequada para cada tipo de ambiente.

  • As saídas precisam ser livres;

Tão necessárias quanto as placas, as saídas também devem ser livres e desobstruídas. Sendo assim, estes locais não podem ser utilizados como depósitos ou almoxarifados, ou seja, é essencial que não apresente materiais e ferramentas guardados. Com isso, é fundamental que no caminho, as portas não fiquem sempre trancadas ou com passagens restritas.

  • Os treinamentos são indispensáveis;

Outra disposição extremamente relevante da norma, é em relação aos treinamentos, em que a empresa fica responsável por oferecê-los periodicamente aos seus funcionários para que todos saibam como agir em situações de risco.

Os principais objetivos dessa diretriz da Nr-23, são:

  • Evitar situações de pânico em casos de incêndio;
  • Informar todos os colaboradores o sinal correto de alarme de incêndio;
  • Instruir todos do canteiro de obras para que saibam evacuar o local corretamente e em boa ordem;
  • Verificar que a sirene seja ouvida por todos e em qualquer área da construção;
  • Informar cada funcionário sobre suas tarefas e responsabilidades em situações de incêndio.
  • É importante que saibam usar o extintor correto para cada tipo de fogo; 

Como dissemos acima, os treinamentos são indispensáveis para que os colaboradores saibam conter o fogo logo em seu início. Isso ocorre, porque o fogo é dividido em classes. São elas:

  • Classe A: materiais de fácil combustão e que deixam resíduos (fibra, madeira, papel, tecido, etc.).
  • Classe B: substâncias que queimam superficialmente e que não deixam resíduos (gasolina, tintas, óleo, graxas, vernizes, etc.).
  • Classe C: queima de equipamentos elétricos em funcionamento (motores, fios, transformadores, quadros de distribuição, etc.).
  • Classe D: substâncias pirofóricos (titânio, magnésio, zircônio, etc.). 

Assim, fica estabelecido os seguintes tipos de extintores para cada classe do fogo:

  • Extintores de “espuma” para os tipos A e B de fogo;
  • Extintores de “água pressurizada” para fogos de classe A;
  • Extintores de “dióxido de carbono” para tipo A (apenas no início) e para as classes B e C de fogo;
  • Extintores “químico seco” para as classes B e C;
  • O método de abafamentos com o uso de areia poderá ser utilizado para fogos de classes B e D e o abafamento por meio de limalha de ferro pode ser adotado para fogos do tipo D;
  • Outros tipos de extintores ou métodos só poderão ser utilizados com autorização do responsável pela segurança do local;

Gerir corretamente o programa de SST dentro do canteiro de obras também envolve a preocupação com os riscos de incêndios. Continue acompanhando o nosso blog e baixando os nossos materiais e esteja sempre por dentro de todas as ações importantes que você deve manter em seu canteiro de obras para garantir a saúde e o bem-estar de todos os seus trabalhadores.

Um dos segmentos que mais registram acidentes de trabalho no Brasil, a construção civil, é o setor que mais incapacita permanentemente trabalhadores no Brasil e o segundo maior em número de mortes.

Já abordamos aqui no blog as principais ações preventivas em quedas de diferença de nível, uma das principais causas de mortes no canteiro de obras. Mas, além das causas mais conhecidas, você sabe quais são as maiores causas de acidente na construção civil e como preveni-las? Hoje falaremos sobre os tipos mais comuns de acidentes em canteiros de obras.

Os 5 acidentes mais comuns na construção civil

1) Queda de objetos

A queda de objetos é um acidente muito comum no canteiro de obras. Esse tipo de acidente, além de criar um ambiente potencialmente perigoso para os trabalhadores, aumenta as chances de danos a equipamentos.

Para evitar esse tipo de acidente existem considerações básicas que envolvem desde o treinamento e orientação dos colaboradores, até o isolamento e/ou sinalização dos locais com potencial de riscos de acidentes.

Além disso, para evitar que objetos atinjam trabalhadores ou, caso atinjam, garantir danos maiores, é essencial o uso de EPIs e EPCs e redes de proteção. Leia mais em: Considerações básicas no isolamento de área sujeita a queda de materiais.

2) Lesão por Esforço Repetitivo (LER)

Caracterizada pela repetição excessiva de um mesmo movimento, a LER compromete principalmente os músculos, nervos e tendões, causando dores e inflamação e podendo, inclusive, incapacitar o trabalhador.

A LER pode ser evitada a partir da adoção de práticas de saúde ocupacional, como pausas regulares e alongamentos, entre outros.

3) Exposição intensa e contínua a ruídos

Um risco grave a saúde do trabalhador está relacionada a exposição intensa e contínua a ruídos no canteiro de obras. Esses ruídos podem causar Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR).

Para evitar que isso ocorra, a empresa deve colocar em prática os Programas de Conservação Auditiva (PCA) e disponibilizar aos trabalhadores EPIs, como o protetor auricular, abafadores e silenciadores.

4) Choques elétricos

Em uma obra, apenas os eletricistas estão habilitados a fazer ligações elétricas, extensões e proteger as instalações elétricas, no entanto, os demais trabalhadores ainda estão expostos ao risco durante a execução desses trabalhos. Por isso, além da sinalização do local e da fiscalização constante, todos os trabalhadores, estejam ou não envolvidos com a parte elétrica, devem sempre fazer uso dos EPIs necessários.

5) Cortes e Lacerações

Utilização incorreta de equipamentos e, ainda mais grave, restos de materiais ou ferragens expostas, podem provocar acidentes graves envolvendo cortes e lacerações.

Esse tipo de acidente também ocorre devido à incapacitação profissional, ou seja, se um funcionário não passa pelo treinamento adequado antes de operar uma máquina, ele está correndo sérios riscos de lesões ou, na melhor das hipóteses, existem chances dá má utilização do equipamento levar a danos e avarias nos equipamentos e maquinários.

Para evitar esse tipo de acidente, além do fornecimento de EPI, o treinamento é essencial.

Além das medidas de segurança, como a adoção de EPI’s e EPC’s de qualidade, simples medidas de prevenção, como a conscientização dos colaboradores, pode evitar acidentes graves no canteiro de obras, assim como manter uma boa comunicação com sua equipe pode ajudar a mapear os riscos existentes e neutraliza-los.

Garantir a segurança do seu funcionário é uma medida importantíssima para assegurar a produtividade e qualidade da sua obra, mas também para o cumprimento das leis trabalhistas. Gostou desse conteúdo? Continue nos acompanhando e saiba ainda mais sobre segurança na construção civil!

Quando pensamos nos riscos envolvidos nos trabalhos dentro de um canteiros de obras, a primeira coisa que vem à cabeça são os trabalhos executados em altura, espaços confinados e outros que envolvem riscos ao trabalhador. No entanto, um ponto a que pouca gente se atenta quando o assunto é saúde no canteiro de obras é a poeira.  Você conhece os riscos que a poeira pode oferecer dentro do canteiro de obras? Fique com a gente e saiba mais sobre o assunto!

Substâncias químicas que podem ser encontradas na poeira

A poeira encontrada no canteiro de obra pode conter inúmeras substâncias químicas advindas dos materiais utilizados. Da mesma forma, além de poeira, o ar no canteiro de obras pode conter gases, vapores e outras substâncias que se inaladas podem trazer riscos à saúde dos trabalhadores. Vamos conhecer algumas delas?

Atualmente, a utilização do amianto na construção civil é proibida, pois, foi comprovado que o composto, a longo prazo, pode causar câncer de pulmão e asbestose. No entanto, em construções antigas ainda é possível encontrar a substância, portanto, na ocorrência de demolição é possível encontrar amianto em partículas respiráveis.

Outra substância que pode ser encontrada na poeira é o dióxido de silício, ou Sílica, é encontrado em determinados tipos de pedra, areia e argila. Como a construção lida com esse tipo de material, é comum encontrar poeira de sílica cristalina no ar, que pode ser facilmente inalada causando silicose. A Silicose pode levar ao desenvolvimento de doenças graves como artrite, doença renal, doença pulmonar crônica, tuberculose e câncer de pulmão.

Doenças causadas pela poeira na construção civil

Além da silicose, a poeira pode causar alergias respiratórias, irritações, dermatites, pneumoniose e até doenças mais graves, como câncer. A inalação ou o contato dessas substâncias com a pele, a curto prazo, podem dar origem a sintomas leves, que podem evoluir para casos graves. Por isso, é essencial cuidar para que o trabalhador dentro desses ambientes receba a proteção e os cuidados necessários para evitar esse tipo de contaminação e, futuramente, o desenvolvimento de doenças mais graves.

Como se proteger da poeira?

O uso adequado de equipamentos de proteção individual (EPI) é fundamental para garantir a saúde do trabalhador e, no caso da poeira, a utilização da máscara respiratória é um item indispensável pois, evita a inalação de poeira e de produtos químicos.

Medidas de controle de segurança coletiva também são fundamentais para garantir a saúde e segurança do colaborador no ambiente de trabalho. Uma das medidas de prevenção é umidificar o ambiente, ajudando a diminuir a poeira no local, busque também manter o local de trabalho ventilado, além de claro, conhecer os materiais utilizados e tomar as providências corretas para o manuseio dos mesmos, impedindo a contaminação dos seus colaboradores, sobretudo, mantenha o ambiente de trabalho limpo e livre do acumulo de poeiras.

Agora que você já conhece os riscos que a poeira pode trazer, não deixe de tomar as providências adequadas para garantir a segurança de todos os envolvidos, mantendo-os informados sobre os riscos e fornecendo os equipamentos de proteção individual.

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NR 33: mais segurança em espaços confinados

29 de novembro de 2019 | Normas, Segurança na obra | Nenhum comentário

Se você acompanha o nosso blog, já deve entender um pouco sobre a importância das Normas Regulamentadoras e também as suas funções dentro do Canteiro de Obras [caso seja a primeira vez em nossa página, clique aqui e entenda as noções iniciais sobre as NRs]. Por esse motivo, neste artigo, abordaremos uma norma específica, a NR 33 e suas premissas para garantir a segurança durante o trabalho em espaços confinados. Acompanhe!

O que é um espaço confinado?

Caracteriza-se por espaços confinados qualquer área ou ambiente que não foram arquitetados para ocupação humana frequente. Sendo assim, estes locais apresentam pouca ventilação e dificuldades de liberação de oxigênio, além de meios limitados de acesso ou de saída.

O trabalho em espaços confinados, segundo a NR 33

Os trabalhos em espaços confinados, geralmente, são em obras da construção civil com finalidades específicas, como escavamentos, inspeções, reparos e manutenções, limpeza, etc. E a NR 33, estabelece requisitos básicos para garantir o bem-estar de todos os colaboradores que trabalham nestes ambientes.

Com isso, entre os principais procedimentos estabelecidos, a NR regulamenta medidas técnicas de prevenção, em que, se torna indispensável para que haja atividades nestes espaços:

 a) identificar, isolar e sinalizar os espaços confinados para evitar a entrada de pessoas não autorizadas;

b) antecipar e reconhecer os riscos nos espaços confinados;

c) proceder à avaliação e controle dos riscos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e mecânicos;

d) prever a implantação de travas, bloqueios, alívio, lacre e etiquetagem;

e) implementar medidas necessárias para eliminação ou controle dos riscos atmosféricos em espaços confinados;

f) avaliar a atmosfera nos espaços confinados, antes da entrada de trabalhadores, para verificar se o seu interior é seguro;

g) manter condições atmosféricas aceitáveis na entrada e durante toda a realização dos trabalhos, monitorando, ventilando, purgando, lavando ou inertizando o espaço confinado;

h) monitorar continuamente a atmosfera nos espaços confinados nas áreas onde os trabalhadores autorizados estiverem desempenhando as suas tarefas, para verificar se as condições de acesso e permanência são seguras;

i) proibir a ventilação com oxigênio puro;

j) testar os equipamentos de medição antes de cada utilização; e

k) utilizar equipamento de leitura direta, intrinsecamente seguro, provido de alarme, calibrado e protegido contra emissões eletromagnéticas ou interferências de radiofrequência.

Além da NR 33, para que todo o trabalho ocorra bem e para que a saúde e a segurança dos trabalhadores sejam mantidas em todas as etapas, é necessário ter o auxílio de duas normas complementares:

  • NBR 14606 – Postos de Serviço – Entrada em Espaço Confinado;
  • NBR 14787 – Espaço Confinado – Prevenção de Acidentes, Procedimentos e Medidas de Proteção, bem como suas alterações posteriores.

Também é sempre importante lembrar que, além das medidas técnicas de prevenção, há também as medidas administrativas e as responsabilidades que devem ser cumpridas pelo empregador e também pelo colaborador, posteriormente, todos os trabalhadores envolvidos deverão passar por um treinamento adequado antes mesmo de iniciar as atividades.

Gostou de saber mais sobre o assunto? Garanta mais segurança em seu canteiro de obras e esteja por dentro das principais Normas Regulamentadoras acompanhando nosso blog.

Dentro do setor da construção civil todo cuidado é pouco, e quando se refere ao trabalho em altura, a atenção deve ser dobrada, garantindo que todas as medidas de segurança sejam adotadas, evitando assim, qualquer tipo de “gambiarra” que possa vir a causar algum acidente fatal.

Com isso, para que o trabalho em altura na construção seja eficiente, assegurando o bem-estar de todos os trabalhadores, os Equipamentos de Proteção Coletiva se tornam indispensáveis e, entre os principais deles, destaca-se a linha de vida, um dos únicos equipamentos que realmente evita fatalidades em casos de quedas de altura.

Se interessou pelo assunto? Continue a leitura e aprenda mais sobre a linha de vida e sua importância dentro do canteiro de obras. 

O que é a linha de vida?

Também chamada linha de ancoragem, ela deve ser utilizada em qualquer trabalho em altura. Formada por um sistema de ancoragem e cabos de aços, a linha de vida é um dos principais equipamentos de proteção coletiva em trabalhos feitos em construções com mais de um pavimento.

Linha de vida provisória x linha de vida permanente

Existem dois tipos de linha de vida em função do tempo de uso: as provisórias e as permanentes. A linha de vida provisória é instalada, utilizada conforme o andamento da construção e depois desmontada, quando o trabalho é finalizado. Geralmente, é utilizada para serviços em fachadas, escavações, etc. Já a linha de vida permanente ou definitiva só é instalada após a finalização da obra e é utilizada especificamente para manutenções prediais.

A Linha de Vida e a instalação correta, segundo a NR35

Por ser muito improvisada com cordas e outros equipamentos que não garantem segurança, a linha de vida ainda gera desconfiança de muitos trabalhadores da área. Entretanto, é importante frisar que, o projeto de instalação deve ser elaborado por um profissional qualificado, pois só ele saberá o equipamento adequado, se é resistente ao peso dos trabalhadores e também se há altura suficiente para que os colaboradores, caso venham cair, não cheguem até o chão.

Em vista disso, a utilização da linha de vida requer cuidados estabelecido pela Norma Regulamentadora 35, em que devem ser tomadas as seguintes providências:

  1. Ser selecionado por profissional legalmente habilitado;
  2. Ter resistência para suportar a carga máxima aplicável;
  3. Ser inspecionado quanto à integridade antes da sua utilização

Como dissemos, a linha de vida é um dos poucos equipamentos de proteção coletiva que previne acidentes fatais devido a quedas. Por isso, além da instalação correta, todos os colaboradores envolvidos no trabalho em altura devem ser informados pela empresa responsável pela instalação sobre a quantidade máxima de funcionário que podem estar ancorados no mesmo equipamento e também o peso que ele suporta.

Além disso, é importante ressaltar que a linha de vida não dispensa o uso das EPI’s, sendo assim, todos os trabalhadores devem ser instruídos sobre o uso de todos os equipamentos de proteção e também sobre o manuseio correto da linha de vida. Gostou de saber mais sobre o assunto? Continue acompanhando nosso blog e esteja por dentro das Normas Regulamentadoras e as principais medidas para garantir a sua obra mais segura!