Quais as maiores “gambiarras” para proteção coletiva em altura?

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Olá Caro Leitor!

Que os brasileiros são criativos e mestres em soluções improvisadas para problemas cotidianos (as famosas gambiarras) isso não é novidade para ninguém. Nas redes sociais, por exemplo, vários “memes” e charges disparam: “as gambiarras brasileiras deveriam ser estudadas pela NASA”.

Contudo, apesar de tanta criatividade e as vezes até bom humor, para resolver problemas existe um lugar que improvisos e gambiarras não podem ter espaço: na proteção dos trabalhadores na construção civil.

Apesar disso, não precisa procurar muito nos grandes centros para se encontrar dezenas de gambiarras nas obras de todo o Brasil.

Entre as más práticas mais comuns relacionadas ao trabalho em altura, podemos destacar:

  1. Uso de proteção periférica feita de madeira, com caibros de madeira, muitas vezes mal pregados e que não oferecem qualquer segurança ao trabalhador;
  2. Proteção periférica feita com cordas ou cabos de aço que não impedem a queda de objetos ou de pessoas;
  3. Proteção periférica feita com redes de janelas, que geralmente não são capazes de resistir ao peso de um adulto ou ao impacto de objetos;
  4. Uso de material velho ou misto (parte metálica e parte em madeira) sem as devidas amarrações e travas, que tornam o arranjo frágil e cheios de pontos de falha ou quebra que colocam os trabalhadores vulneráveis;
  5. Proteção de telas metálicas mal soldadas e feitas por serralheiros sem a observância das normas e do uso do material adequado;
  6. Uso de tapumes como proteção periférica, que além de serem esteticamente ruins para obra, são inseguros e insuficientes para proteção dos trabalhadores em altura;
  7. Uso de telas com espaçamentos entre o chão e a grade que possibilitam a passagem de objetos, que podem culminar com a queda de materiais e acidentar passantes nas proximidades da obras;
  8. Uso de cancelas ou tapumes em poços de elevador, que não protegem e ainda podem colocar a vida de operários, técnicos e instaladores dos elevadores em risco na hora da instalação, em função da queda de objetos ou pessoas.

Esses são alguns exemplos de gambiarras e práticas inadequadas que são amplamente usadas no mercado da construção civil Brasil a fora, mas que podem gerar alto risco e um alto custo às obras que as utilizam, além de uma série de problemas para os responsáveis técnicos das mesmas, conforme detalhado no post sobre riscos de não usar EPCs publicado anteriormente.

Assim, se a obra que você trabalha ou administra ainda está usando algumas dessas técnicas, NÃO FIQUE CALADO! Oriente seus superiores e mostre a todos os custos do uso incorreto de EPCs.

E se sua empresa ainda não usa uma solução de proteção coletiva de qualidade é muito indicado que conhecer o post como escolher um fornecedor de EPCs e, assim evitar o risco de achar que está seguro, gastar o dinheiro, mas não ter a garantia do atendimento da NR18 e, eventualmente, ter que assumir os custos de indenizações ocasionadas por acidentes causados por queda.

Portanto, apesar do brasileiro ser criativo e cheio de bom humor, usar gambiarras e equipamentos mal feitos para a proteção coletiva é colocar a vida de operários e pedestres em riscos e ISSO NÃO TEM GRAÇA!

Esperamos que esse artigo seja útil e possa reduzir os riscos aí na sua obra. Um abraço e até a próxima!

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